Viagem para discutir colaboração em projetos de pesquisa, trabalho sério e boas perspectivas, mas o post é mesmo para registrar uma boa experiência de restaurante fora das recomendações turísticas clássicas.
O Panela Cheia (Rua Washington Luis, 292. (92) 3238.4234) é um pequeno restaurante rústico (roots total) perto da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas. São mesas no quintal de uma casa simples e está sempre cheio. Há ventiladores grandes nas paredes. Como a temperatura em janeiro estava amena o ambiente não estava quente. Segundo a informação que nos deram, nos dias quentes pode ser uma boa opção ir a outro restaurante com ar condicionado. Um detalhe pitoresco são os cachos de banana pendurados. Os clientes se servem à vontade de banana, pois é um hábito local acompanhar a comida com bananas. No Panela, na expressão do nosso anfitrião Firmino, você aprecia o sabor do peixe e não do tempero. Comida caseira excelente. Comi a sardinha frita de entrada e depois tambaqui assado e ambos estavam excelentes. A farinha do uarini é um bom acompanhamento para a comida (segundo Firmino, não era a melhor de todas, pois continha umas pequenas fibras - eu não teria notado). Os grãos da farinha do uarini são bem menores que os da farinha d’água (que é comum nos estados do nordeste) porém BEM maiores que os que estamos acostumados na Bahia, contudo o paladar é bom e os grãos são suaves ao mastigar. Os amazonenses possuem uma farinha semelhante à nossa, a qual chamam de farinha seca, mas parecem usar pouco, pois nunca aparece em restaurantes. A pimenta local é boa, não muito forte, mas com sabor agradável. Gostei muito!
Também tivemos boas experiências também em ambientes mais sofisticados. A primeira na casa de Marcus e Maria Paula, num jantar com alguns amigos em ambiente com ar condicionado. Tambaqui cozido e num caldo com cebola, tomate e temperos, de responsabilidade de Maria Paula, acompanhado de um bom vinho branco chileno. Como já havia sido capacitado para observar a farinha do uarini, notei que não continha as pequenas fibras e que os grãos eram bem mais regulares. Excelente o tambaqui, mas não adianta dar detalhes, nem endereço, pois a experiência só acontece a convite.
Também de muito boa qualidade foi o pirarucu que comi no restaurante do 16o andar da torre nova no Hotel Tropical na Ponta Negra. Um restaurante panorâmico com magnífica vista para o Rio Negro. Pedi o pirarucu com molho tucupi, veio com molho de camarão, mas estava bom e nem reclamei da troca. A comida não chega a superar a vista, mas é boa.
Já em relação ao hotel não posso ser tão positivo. Ficamos no Lord, em pleno centro (o local do comércio da zona franca). O nível de conforto é razoável, quartos amplos e limpos, ar condicionado funcionando e roupa de cama limpa, porém abaixo do preço cobrado. Para reforçar a imagem negativa, num dia faltou água e no outro faltou luz. Tive que descer do 6o andar pela escada (por sorte a bagagem era pouca e leve) e não havia iluminação de emergência (a lanterna do celular quebrou o galho). Não se pode acertar em tudo.
Para a próxima visita, tenho várias indicações de restaurante:
Mais arrumados:
- Banzeiro - Rua Libertador, 102 Esquina com Maceió.
(92) 3234.1621; - Apuí Madeira - Rua Amazonas, 10 Conjunto Vieiralves
(92) 3642.3532; - Choupana - Rua Recife, 790 (92) 3635.3878
e o simples
- Recanto do Peixe - Av. Sul s/n (92) 3654-3930