terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Mais uma vez em Lençóis (Chapada Diamantina)


Um longo tempo sem postar. Algumas viagens não registradas, embora devesse haver escrito sobre elas
.
Entre a primeira viagem à Chapada em 2014 (a foto de início é da viagem de 2014) e esta do final de 2017, fizemos uma viagem bem interessante por lá com os netos (se conseguir algo da lembrança registrarei).

Esta foi a primeira vez que enfrentamos os 20 km do Aeroporto até Lencois numa van. Sempre alugávamos carro mas desta vez não pretendemos fazer muitos passeios. O intuito é bestar pela cidade.  No mais, nesta primeira tarde, revimos os velhos conhecidos: Estalagem do Alcino e Cozinha Aberta. 
Como esperado, nada mudou. Ainda bem, tanto por que desejávamos que não houvesse mudado quanto porque da última viagem para esta passou muito pouco tempo. Afinal estivemos aqui no período de carnaval e estamos de volta no Natal do mesmo ano. 

A Estalagem de toda la vida - pelo menos da vida em Lencois. Difícil imaginar uma casa com mais jeito de Lençois e, no entanto, construída do zero nos anos 90, a partir da foto da casa que existia no lugar. Além do prazer de rever o próprio Alcino, sempre conhecemos gente interessante. Muitos que, como nós, já estiveram antes por aqui e retornam com frequência. 

Na Estalagem, o jambeiro dando tanto jambo que é possível colher jambo até na Ixora sob sua copa. 

O Cozinha Aberta, o nosso restaurante preferido em Lençóis, não defrauda. A entrada de Sopa de tomates com camarão estava deliciosa e o gnocchi de batata-doce saboroso. O serviço é sempre atencioso. Acabamos não conhecendo bem outros restaurantes pois voltamos ao Cozinha Aberta mais de uma vez por viagem. 

Ainda na primeira noite desta visita, mais um clássico, a festa de Natal open house dos amigos americanos. Um ambiente muito agradável com quase todos os estrangeiros de Lençóis, muitos locais (boa parte locais por adoção) e alguns visitantes bissextos, como nós. 

Para não repetir sempre as mesmas escolhas, no 2o dia (dia de Natal) fomos no restaurante O Bode, um buffet de comida caseira regional. Além do bode, esperado pelo próprio nome do restaurante, encontramos godó, palma, carne de sol e rabada. Uma comida honesta mas nada excepcional. O serviço é eficiente os preços são baratos. 

A temperatura tem estado elevada e, embora a umidade não esteja muito alta, é penoso andar pela cidade durante o dia. Após as 19 horas há uma queda razoável na temperatura e visível melhora no conforto térmico, o que  permite andar mais confortavelmente. Como esta sensação não é só minha, a cidade fica bem mais animada e com muita gente na rua após as 20 horas. A siesta é uma boa opção em Lençóis. 

Estivemos no Bar Bosa e a experiência foi boa. Pedimos o quibe de forno e, embora a apresentação num formato de cúpula e o ponto da carne fossem distintos do que o nome do prato sugeria, o gosto agradou. Não deixa de ser uma conquista conspirando que comemos quibe de abóbora. O serviço é bastante cortês embora um pouco lento.  

O Azul é um outro clássico para nós. Até que tentamos variar de restaurante em Lençóis, mas as opções não estão à altura. Voltamos ao Azul, o bom restaurante do hotel Canto das Águas. A caipirinha é bem feita e o hambúrguer é um dos melhores que comi. O ambiente é agradável principalmente na varanda com vista para o Rio Lençóis.

Conhecemos o acervo de Afranio Peixoto (mais sobre ele na Wikipedia), instalado na casa onde nasceu. O acervo não é muito rico e é pouco atraente para o visitante leigo. Uma pena, trata-se de um médico de Lençóis, formado em Salvador e que foi Presidente da Academia Nacional de Medicina e da Academia Brasileira de Letras (escreveu vários romances), além de Reitor da Universidade do Distrito Federal (RJ).

Provavelmente, iniciamos nesta viagem duas futuras tradições, o churrasco na casa de Abel e o queijo de Dmitri.

Não esquecemos de registrar aqui trilhas e passeios. Não falamos deles pois não os fizemos mesmo. Aproveitamos a boa companhia dos amigos e caminhamos pela cidade sem grande compromisso. Vale a pena!