segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Cidade do México, mais uma vez


Estou em New Orleans, mas me obriguei a escrever antes mais uma viagem relâmpago à Cidade do México.
Há alguns anos estive na Cidade do México, na ida para um congresso em Mérida. Foi uma visita interessante, gostei da cidade, mas não cheguei a ficar impressionado. Lembro bem do Museu Nacional de Antropologia e da Catedral. Boa comida mexicana e excelente tequila são, também, boas lembranças.
No ano passado tive uma reunião de um dia na Cidade do México e num hotel perto do aeroporto. Nem vi nem senti nada da cidade. 
Esta visita em outubro foi também muito curta e a trabalho. Cheguei numa 3a-f de manhã e na 5a-f de noite viajei de volta. Ambos os dias trabalhando, se vi algo foi porque o hotel ficava em pleno zocalo. Na verdade não vi muito, é mais para registrar a boa impressão sobre o Museu da Medicina (a reunião promoveu um jantar lá).
O prédio (foto ao lado) originalmente da Inquisição, passou pelo exército e depois à Faculdade de Medicina. Hoje só há aulas de história da medicina. Está bem organizado e, embora não tenha material muito antigo, mostra uma preocupação de registrar a evolução da medicina no país. Senti falta da medicina asteca, nada de antes da influencia europeia. 

Na verdade, senti falta de México na Cidade do México:
  • não consegui comprar uma guyabera decente (tive pouco tempo para procurar, mas visitei três casa de camisas na hora do almoço e na que vi guyaberas eram impossíveis de comprar);
  • as fajitas servidas no almoço pareciam feitas nos EEUU;
  • não consegui comida mexicana no aeroporto, todas os lugares de comida eram cadeias americanas.

!Pobre Mexico, tan lejos de Dios y tan cerca de Estados Unidos!

A foto abaixo é a visão de manhã da vista do meu quarto para a praça do Zocalo, e a mesma vista à noite está acima do post.


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Salvador em 1949


Muito interessante o filme sobre Salvador pelo Ministério da Educação e Saúde, com direção de Humberto Mauro.

Veja aqui.

"Sinopse/Enredo:
Os lugares históricos e a geografia da cidade de Salvador. A orla oceânica, a Cidade Alta e a Cidade Baixa, e as edificações da época colonial. Os fortes de Santo Antônio da Barra, com o seu farol, e os de Santa Maria, de São Diogo, de São Paulo e de São Marcelo, todos com seus antigos arsenais. O Museu Militar e a praia do Porto da Barra, antigo ancoradouro da Vila Velha de Caramuru. Tomada geral da Baía de Todos os Santos e dos casarios, edifícios, igrejas e construções recentes. Ruas, vias e ladeiras próprias da topografia acidentada da cidade. O Elevador Lacerda e o serviço de funicular, opções de transporte entre as partes baixa e alta de Salvador. A avenida Sete de Setembro, via central na cidade. O movimento da região central: bondes, ônibus, automóveis, pedestres, edifícios e estabelecimentos comerciais. A região conhecida como "Baixa dos Sapateiros" e o comércio atacadista na zona antiga da Cidade Baixa. Edifícios públicos como o da Prefeitura, o Palácio Rio Branco e o Palácio da Aclamação, residência oficial do Governador. O Monumento ao 2 de Julho, em honra aos heróis da independência. Associações esportivas, o Iate Clube da Bahia, localizado na Praia da Vitória, e bairros residenciais com casas modernamente planejadas. O Paço Episcopal, sede dos serviços do Arcebispado Primaz do Brasil. As fachadas do Solar do Conde da Ponte e do Solar do Conde dos Arcos, mostrados também em fotografias. As pinturas e a sepultura de D. Catharina Alvares de Paraguassu na Igreja da Graça. No Terreiro de Jesus, outrora colégio jesuíta, a Catedral Basílica do Salvador, onde repousa os restos mortais do Governador Mem de Sá. No Convento do Carmo, destaque para a riqueza do altar, da sacristia, dos sacros objetos e da decoração barroca. A Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, templo erguido pelos comerciantes em homenagem à santa. A suntuosidade do Convento de São Bento, seus ambientes internos, mobiliário e a capela de São Bernardo com objetos e ex-votos. A Basílica do Bonfim: aspectos de sua arquitetura, a imagem do Nosso Senhor do Bonfim e a visitação de pessoas na sala de milagres, com destaque para a grande quantidade de quadros e ex-votos. As instalações, pinturas e relicários dos históricos conventos da Lapa, do Desterro e de Santa Teresa, que abriga o seminário da Bahia. A Capela do Eremitério Beneditino da Ponta de Montesserat, que preserva a escultura "São Pedro arrependido", de Frei Eusébio da Soledade. A igreja de São Domingos com sua decoração do século XVIII. Locais históricos como as escadarias da Igreja do Passo; a Igreja de São Pedro dos Clérigos; a Igreja da Boa Viagem; a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar; o Largo do Pelourinho; a Capela do Nosso Senhor dos Aflitos; e a Igreja de Santo Antônio da Barra. O Convento de São Francisco e sua rica decoração e arte sacra barroca; as esculturas de "São Pedro de Alcântara", de Manuel Inácio da Costa, e de "Santo Antônio de Arguim", trazida da África; a biblioteca e as cerâmicas portuguesas no claustro do convento; e sua esplendorosa fachada barroca. Pessoas em parques com áreas verdes e banhistas na Lagoa do Abaeté. Embarcações atracadas em ancoradouro. O artesanato baiano vendido na feira de Água dos Meninos - com destaque para a cerâmica Maragogipe. E os pescadores com suas jangadas no litoral baiano."

domingo, 3 de março de 2013

Helsinque me atrai


Há coisas que você nunca imagina fazer e há cidades que você nunca pensa em visitar. Helsinque esteve nesta lista para mim. Nunca havia pensado em visitá-la. 
Em 2006, numa viagem a trabalho tive uma passagem breve por Helsinque. Era setembro, um pouco frio e nada me fazia prever que retornaria por lá. Não faria planos para tal nos próximos 100 anos. Nada contra cidade nem o povo. Cidade e povo meio retraídos, mas agradáveis.
Em 2011, retornei de novo para um reunião em março. Ao fazer conexão na Alemanha já não havia neve e o tempo estava bem razoável. Helsinque não falha, no quesito neve. A foto mostra quanto de neve ainda estava acumulado na cidade. Para completar os anfitriões organizaram um jantar num simpático restaurante numa cidade antiga perto de Helsinqui. Os campos ao redor todos cobertos de neve. A cidadezinha com ruas estritas não dava acesso ao ônibus. Paramos fora e foi uma andada em ruas com sal e gelo. O restaurante no topo de uma ladeira me fez ter certeza que cairia na ida ou na volta. Como não esperava tanta neve e também que ficaria somente em Helsinque, estava com um sapato de sola de couro. Não caí, e voltei a acreditar em milagre. Ao deixar Helsinque, pensei: o raio caiu duas vezes no mesmo lugar, não deve retornar mais por aqui.
Em 2012, estava de volta a Helsinque. Outra viagem rápida e a trabalho. O sistema educacional finlandês, altamente reconhecido pela qualidade, era importante para adicionar ao programa Ciência sem Fronteiras. Era maio e pequei uns dias ensolarados, os melhores que lembro em Helsinque. Reuniões produtivas, como sempre, e nada de conhecer a cidade, embora fosse a terceira viagem não visitei qualquer local da cidade em qualquer das viagens. Não foi falta de interesse e sim falta de tempo. Pelo menos sempre fui a bons restaurantes. Nesta viagem fui ao Kappeli, que tem uma ótima sopa de salmão e excelente prato de peixe. Para ter uma idéia da dificuldade da língua vejam (foto acima do post) que a palavra para sorvete de leite de cabra em bolo esponjoso tem quatro vogais tremadas. Devo esclarecer que todos falam bom inglês e o ensino desde a graduação tem aulas em inglês (língua na qual os estudantes brasileiros do Ciência sem Fronteiras estudarão. Nem me preocupei em pensar quando retornaria, pois estava seguro que havia sido a última vez. 
Acabo de voltar de Helsinque pela quarta vez em fevereiro (2013). Fui para reuniões, visitas e participar de um simpósio sobre o Ciência sem Fronteiras. Voltei a ver o mar congelado, algo que só vi por lá. Voltei a comer no Kappeli e voltei a ter reuniões  objetivas e produtivas. Agora que tudo começa a se repetir, acho que não retornarei por lá.
Para dar uma idéia de como estava a neve em toda a cidade, coloco uma foto feita da Embaixada do Brasil. Toda a cidade tinha pelo menos a mesma quantidade de neve. Na verdade, a cidade sempre tem neve nesta época, pois a temperatura só passa de zero ao final do inverno.

Vejam que Helsinque me atraiu apesar de mim mesmo. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Ranking de segurança de companhias aéreas

A JACDEC (Jet Airliner Crash Data Evaluation Center) é uma empresa alemã que trabalha, como o nome indica, em dados de segurança de companhias aéreas. O site Terra divulgou hoje o ranking recente elaborado por eles com 60 companhias aéreas internacionais:

"levantamento da Jacdec, consultoria alemã que acompanha todos os acidentes aéreos que ocorrem no planeta. 
...
O estudo estipula um índice no qual zero representa total segurança. A TAM teve média 1,077 - apenas melhor que a da taiwanesa China Airlines (1,171). Já a Gol recebeu 0,790. A melhor avaliada, a finlandesa Finnair, teve índice 0,005.

Os números são calculados a partir dos acidentes ocorridos nos últimos 30 anos, relacionados com a quilometragem já voada e o número anual de passageiros de cada empresa. 
Confira as 15 empresas melhores colocadas e as 15 piores, a partir do índice de segurança de 2012:

1. Finnair (Finlândia) - índice 0,005
2. Air New Zealand (Nova Zelândia) - 0,007
3. Cathay Pacific (Hong Kong) - 0,007
4. Emirates (Emirados Árabes Unidos) - 0,008
5. Etihad Airways (Emirados Árabes Unidos) - 0,008
6. Eva Air (Taiwan) - 0,009
7. TAP (Portugal) - 0,009
8. Hainan Airlines (China) - 0,010
9. Virgin Australia (Austrália) - 0,010
10. British Airways (Reino Unido) - 0,011
11. Lufthansa (Alemanha) - 0,011
12. All Nipon Airlways (Japão) - 0,012
13. Qantas (Austrália) - 0,012
14. JetBlue Airways (Estados Unidos) - 0,013
15. Virgin Atlantic (Reino Unido) - 0,015
...
46. Asiana (Coreia do Sul) - 0,188
47. Japan Airlines (Japão) - 0,201
48. China Southern Airlines (China) - 0,204
49. Iberia (Espanha) - 0,222
50. SAS (Suécia) - 0,278
51. SkyWest Airlines (Estados Unidos) - 0,282
52. South African Airways (África do Sul) - 0,287
53. Thai Airways (Tailândia) - 0,316
54. Turkish Airlines (Turquia) - 0,524
55. Saudia (Arábia Saudita) - 0,544
56. Korean Air (Coreia do Sul) - 0,642
57. GOL Transportes Aéreos (Brasil) - 0,790
58. Air India (Índia) - 0,931
59. TAM (Brasil) - 1,077
60. China Airlines (Taiwan) - 1,171"

Texto completo aqui.

sábado, 22 de dezembro de 2012

Athaliba: Um bistrô paulistano


Destas descobertas ao acaso. Indo para uma consulta e buscando um lugar perto para almoçar.  Sem indicações prévias, mas com boa aparência, entramos no Athaliba.
O Athaliba é bem bistrô, comida gostosa em ambiente simples. O picadinho é o forte da casa. 
Nas duas vezes que fui, provei dois picadinhos. Um com molho de vinho, gostei. Depois o Athaliba V, gostei muito.

Alameda Campinas, 1299 - Jd. Paulista - São Paulo
(011) 3052.2216
A foto é do site do restaurante, mas não há conflito de interesse. Este site não faz recomendações. São apenas anotações, para não esquecer e localizar facilmente.