domingo, 20 de novembro de 2011

Paris está mais barata?


Estou devendo vários relatos. Muitos nem tentarei recuperar, não há nada importante a registrar (o célebre NDN dos prontuários médicos - nada digno de nota). Em alguns casos o problema não é da cidade e sim da correria da viagem a trabalho. Noutros casos …. deixa quieto.  Paris passa na frente de várias outras neste registro, mas a cidade merece.  Não mais que Madrid, na qual estive pouco antes de ir a Paris nesta viagem, mas já há relatos de Madrid no blog e nada de Paris. Espero ter tempo (e memória) para fazer logo o relato desta viagem a Madrid, a minha estadia mais taurina (mesmo com menor número de festejos). 
Seguindo recomendação de amigos, ficamos no Hôtel Michelet Odéon (6 Place de l'Odéon). A localização é ótima com um preço razoável. Os quartos, como sempre em Paris, são bem AMPLOS ... quase não podíamos abrir a mala.
Paris continua muito atraente e com ótima comida.  Para mim a atração principal de Paris continua sendo caminhar sem rumo definido.  Desta vez chovia o que sempre atrapalha este tipo de passeio, …. mas não o impede.  Até conheci igreja antiga na qual nunca havia entrado. 
Embora não tenha demorado muito, fui duas vezes ao Polidor (St. Germain  des-Prés, 41 rue Mr. Le Prince 6eme - na parte alta da rua após descer no Metro Odeon). Evidentemente que numas das idas, comi o blanquette de veau. É a comida de sempre e o prazer de sempre. Como está cada vez mais folclórico, atrai um público muito eclético. Uma das vezes, estávamos ao lado de um casal sueco.
A convite, jantamos no Train Bleu (na Gare de Lyon). Comemos muito bem e em ótima companhia. O nosso anfitrião francês foi excelente em fazer ótimas sugestões. Comida francesa clássica, num ambiente muito interessante de trem chic antigo. Não vou falar dos outros restaurantes, para não parecer que foi a única coisa que fiz em Paris.
Nada de passeios culturais. Isto foi substituído por trabalho bem intenso. Foram seis reuniões em dois dias úteis. Pelo menos houve um pedaço do final de semana para aproveitar.
Lembro bem quando notei precisar de óculos bifocais. Olhando uns slides para congresso (para os jovens: houve época que os slides não eram arquivos de computador. Eram reais, feitos de filme especial e com moldura. Para ajustar na sequencia, toma-se um a um, olhando contra a luz. Nem falarei dos aparelhinhos para olhá-los, para não complicar). Não conseguia focar nem com óculos, nem sem eles. O que isto tem a ver com Paris? Nada! Apenas espero que o que aconteceu com a minha memória lá não seja um sinal irreversível da idade. Não conseguia lembrar do nome do excelente sorvete da Ile San Louis. Depois de haver ido tantas vezes, até no inverno, fiquei preocupado. Puni a mim mesmo não perguntando o nome nem endereço e, assim, fiquei sem tomá-lo. Como uma das funções deste blog é justamente facilitar-me o acesso a este tipo de informação, registro aqui (embora não tenha ido lá desta vez). É o Berthillon (31 rue Saint Louis en l’Ile no 4eme). Vale a pena enfrentar a fila e provar. Prefiro os de fruta - o de figo é excelente.
Quase esqueço de comentar sobre o título. Paris está mais barata? Os preços entre Paris, e, lógico, outras cidades, estão mais próximos. Esta sensação é meio enganosa, pois na realidade foi o Brasil que encareceu muito. 

domingo, 6 de novembro de 2011

Beijing ou Peking?


Estive, pela primeira vez, em Beijing em agosto deste ano (já faz algum tempo, mas não consegui postar antes). Foi minha primeira vez na China.  Para os apressados e que não lêem até o fim:  Não sei se gostei ou não. Em todo caso, tive uma recepção calorosa: todos os dias acima de 35oC e com bastante umidade. 
Foi muito pouco tempo para conhecer. Cheguei num sábado à tarde e fui para a Coreia na 3a-f, no final da tarde. Segunda e terça foram todos tomados em reunião.
Sábado estava cansado do longo vôo. O serviço da Emirates é muito bom, mas não há como esconder o cansaço de uma viagem com uma primeira parte de vôo com 14 horas de duração, quatro horas de conexão e mais oito horas de vôo. Se não bastasse, são 11 horas de diferença no fuso horário.
Domingo foi o único dia com possibilidade de passear. A Cidade Proibida é muito maior que pensava. Um conjunto de 20 palácios, com vários edifícios auxiliares.  Muito interessante ver o conjunto e imaginar a vida que tinham. É meio decepcionante não poder entrar em qualquer um deles. Pelas janelas, pode-se observar alguns aposentos. Pouca coisa restou … 
Também parece estranho não haver áreas verdes. Há apenas um pequeno bosque já na saída, mas parece mais relacionado com a área de serviço ou estalagem. 


O outro ponto que chama a atenção, mas não somente na Cidade Proibida. é a enorme multidão. Com mais de um bilhão de habitantes no país, não podia ser diferente. O metrô sofre deste mal: sempre cheio. É meio confuso, porém você não pode ser queixar de não ter sido avisado:

Levado por um amigo que já conhecia a cidade, fui ao mercado de pulgas (Panjiayuan). Uma experiência interessante ... para se fazer uma vez na vida. Encontra-se de tudo, cerâmica, pedras, plantas, livros vermelhos e chapeuzinhos a la Mao, jogos de xadrez e mais o que você imaginar. Estive também, pois todos vão, no Mercado de Seda. Foi uma experiência que pretendo não repetir nunca na minha vida. Se a 25 de março para mim foi uma tortura, este mercado chinês é a quintessência (“A dinamicidade é a propriedade mais atraente da quintessência.”). Horrível é pouco para designar a experiência. Como sempre, há um lado bom: reforçou muito a minha aversão a compras.

Sobre a comida não vou me estender muito. A comida oriental não é a minha preferida. Tive, por questão do trabalho, uma série de almoços de boa qualidade. Vários pratos em pequena quantidade e nenhum deles acompanhado de arroz. O arroz é o último prato e é servido sozinho. Até agora não entendi bem (e fiquei com vergonha de perguntar) o porque disto. Duas opções: 1) o arroz é a grande estrela e encerra a refeição; 2) se você não gostou dos outros pratos pode matar a fome comendo arroz, que todo mundo gosta.
Já havia comido alguns patos a Pekin e gostava. Nesta viagem, soube que nunca havia comido pato a Pekin. O verdadeiro é muito bom. A parte forte do pato é a pele bem crocante, a carne do pato é praticamente secundária. A melhor parte é a pele do peito. Toda a pele é servida em fatias pequenas que devem ser reunidas com alguns temperos que são servidos já cortados em tirinhas (alho  e cebolinha, por exemplo) e embrulhadas numa panqueca. Depois pode ser imergir no molho e comer. A melhor parte da comida para mim. Foi muito bom no Beijing Da Dong Kaoya Dian (há endereços em 3 locais da cidade e é barato).
Pode parecer estranho, mas comi num restaurante brasileiro em Beijing. Não costumo fazer isto. Prefiro provar a comida local, porém tudo tem limite. Comi muita comida chinesa e tinha muito boas indicações do restaurante. Fui ao Alameda (Chaoyang, Sanlitun Beijie (entre Sanlitun Xiwujie & Sanlitun Xiliujie; telefone 86 10 64178084). Na verdade é um restaurante internacional e tem comida muito boa. Foi ótimo ter ido para variar o gosto da comida. 
Há muito pretendia ir à China. Fui a Beijing apenas e estou sem pressa de ir lá de novo. Uma viagem mais calma para outras cidades pode ser algo a se pensar.