Estou devendo vários relatos. Muitos nem tentarei recuperar, não há nada importante a registrar (o célebre NDN dos prontuários médicos - nada digno de nota). Em alguns casos o problema não é da cidade e sim da correria da viagem a trabalho. Noutros casos …. deixa quieto. Paris passa na frente de várias outras neste registro, mas a cidade merece. Não mais que Madrid, na qual estive pouco antes de ir a Paris nesta viagem, mas já há relatos de Madrid no blog e nada de Paris. Espero ter tempo (e memória) para fazer logo o relato desta viagem a Madrid, a minha estadia mais taurina (mesmo com menor número de festejos).
Seguindo recomendação de amigos, ficamos no Hôtel Michelet Odéon (6 Place de l'Odéon). A localização é ótima com um preço razoável. Os quartos, como sempre em Paris, são bem AMPLOS ... quase não podíamos abrir a mala.
Paris continua muito atraente e com ótima comida. Para mim a atração principal de Paris continua sendo caminhar sem rumo definido. Desta vez chovia o que sempre atrapalha este tipo de passeio, …. mas não o impede. Até conheci igreja antiga na qual nunca havia entrado.
Embora não tenha demorado muito, fui duas vezes ao Polidor (St. Germain des-Prés, 41 rue Mr. Le Prince 6eme - na parte alta da rua após descer no Metro Odeon). Evidentemente que numas das idas, comi o blanquette de veau. É a comida de sempre e o prazer de sempre. Como está cada vez mais folclórico, atrai um público muito eclético. Uma das vezes, estávamos ao lado de um casal sueco.
A convite, jantamos no Train Bleu (na Gare de Lyon). Comemos muito bem e em ótima companhia. O nosso anfitrião francês foi excelente em fazer ótimas sugestões. Comida francesa clássica, num ambiente muito interessante de trem chic antigo. Não vou falar dos outros restaurantes, para não parecer que foi a única coisa que fiz em Paris.
Nada de passeios culturais. Isto foi substituído por trabalho bem intenso. Foram seis reuniões em dois dias úteis. Pelo menos houve um pedaço do final de semana para aproveitar.
Lembro bem quando notei precisar de óculos bifocais. Olhando uns slides para congresso (para os jovens: houve época que os slides não eram arquivos de computador. Eram reais, feitos de filme especial e com moldura. Para ajustar na sequencia, toma-se um a um, olhando contra a luz. Nem falarei dos aparelhinhos para olhá-los, para não complicar). Não conseguia focar nem com óculos, nem sem eles. O que isto tem a ver com Paris? Nada! Apenas espero que o que aconteceu com a minha memória lá não seja um sinal irreversível da idade. Não conseguia lembrar do nome do excelente sorvete da Ile San Louis. Depois de haver ido tantas vezes, até no inverno, fiquei preocupado. Puni a mim mesmo não perguntando o nome nem endereço e, assim, fiquei sem tomá-lo. Como uma das funções deste blog é justamente facilitar-me o acesso a este tipo de informação, registro aqui (embora não tenha ido lá desta vez). É o Berthillon (31 rue Saint Louis en l’Ile no 4eme). Vale a pena enfrentar a fila e provar. Prefiro os de fruta - o de figo é excelente.
Quase esqueço de comentar sobre o título. Paris está mais barata? Os preços entre Paris, e, lógico, outras cidades, estão mais próximos. Esta sensação é meio enganosa, pois na realidade foi o Brasil que encareceu muito.