sábado, 25 de fevereiro de 2012

Madrid, 3 restaurantes

Visita de trabalho, sem tempo para outras atividades, mas estive em três restaurantes que merecem registro.

A convite estive no La Ancha, um restaurante de muito boa qualidade, logo atrás do Congresso (Calle de Zorilla, 7;  Tel. 914.298.186). Se você não acompanha a política espanhola, não dever reconhecer muita gente, mas aparecem muitas figuras da política por ficar tão perto do congresso. Compartilhamos algumas entradas: as croquetas de Madrid não são o meu ideal de croquetas, mas estas foram das melhores que experimentei. Depois alcachofras que estavam muito boas. O meu prato principal foi Merluza con salsa de chipirones, e volatria lá para comer de novo com muito prazer. Quem pediu o Mero empanado con pisto elogiou muito.

O Ordago é um excelente restaurante perto de Ventas (Calle Sancho Davila, 15, Tel. 913 567 185). Para ir em maio ou setembro é necessário fazer reservas com MUITA antecedência, o restaurante é pequeno e não pensa em expandir. O pessoal que gosta de touros também gosta de boa comida e o restaurante é muito procurado. Em pleno fevereiro foi mais fácil reservar. Excelente comida tradicional basca!  Entrada com caracoles e depois chipirones en tinta. Não podia ser melhor. No La Ancha são os políticos, no Ordago você pode encontrar toreiros de vez em quando.

Ainda tive tempo de ir no El Bierzo (Calle Barbieri 16; Tel. 915 319 110), um restaurante simples de comida caseira muito boa. Comi umas judias com jamon de entrada e depois venado rebozado.  Isto com meia garrafa de vinho (sofrível) e café saiu por 12 euros. O restaurante é tão simples que nem localizei um site, mas é indicado em diversos sites. O NY Times cita a indicação de Frommer: "Good honest fare from the northerly Castilian region of El Bierzo is the order of the day at this long established down-to-earth eating spot. One of Chueca's most popular and established home-cooking establishments, it boasts excellent value set lunch and dinner menus and is usually vibrant and filled with local regulars. Costillas (beef ribs), lentejas con arroz(lentils with rice), and setas al ajillo (wild mushrooms cooked in garlic) are among the favorite dishes, and there's a particularly wide choice of low-priced tortillas (omelettes) plus a good range of tapas and raciones if you fancy something lighter." (aqui).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Carnaval antigo por Pierre Verger

Um "filme" com fotos de Pierre Verger nos anos 40 sobre o carnaval na Bahia, no Rio e em Recife, com narração dele mesmo.
Muito interessante:



Texto no YouTube:
"Uploaded by  on May 4, 2009
Em 1984 , Pierre Verger - com apoio de Jose Antonio Barros Freire, Arlete Soares, Rina Angulo, Mimito Gomes e Jose Amancio - "descobriu o video teipê ". Realizou na produtora Manduri (São Paulo) sua primeira experiência no Brasil com o video: gravou em estúdio, suas fotos sobre o carnaval do Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.

Uma semana depois, participou do lançamento do Vídeo e Exposição das Fotos no MIS - Museu da Imagem e do Som - São Paulo. Foi reverenciado pela imprensa especializada de São Paulo e em seguida, viajou para França, onde foi homenageado com a medallha Légion d`Honneur. Em suas mãos, Verger levava um presente para Presidente François Mitterrand ... no estojo com uma fita VHS , ele mesmo escreveu : CARNAVAL BRASIL ANOS 40.

DEPOIMENTO PIERRE VERGERTrês meses depois de minha chegada resolvi partir, após ter assistido ao carnaval, que na época não tinha a importância que ainda teria. As escolas de samba desfilavam na Praça Onze e também não tinham a notoriedade, o esplendor e gigantismo que vieram a ter em seguida. Existiam, sobretudo, os blocos os cordões que passavam vagando pelas ruas. Homens vestidos com saias curtas de palhas ou roupas emprestadas de suas mulheres. A Guerra Mundial estava no auge. Os jornais, aproximando títulos de artigos de maneira talvez um pouco maliciosa, proclamavam que Mussolini falava em plena folia. Sentados nas carrocerias dos carros ou nos bondes ou, ainda, desfilando nas ruas, a euforia dos foliões se traduzia sempre em gestos largos de braços abertos, festejando a alegria de viver e se divertir"

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Um registro rápido sobre uma viagem rápida a Manaus


Viagem para discutir colaboração em projetos de pesquisa, trabalho sério e boas perspectivas, mas o post é mesmo para registrar uma boa experiência de restaurante fora das recomendações turísticas clássicas.
O Panela Cheia (Rua Washington Luis, 292. (92) 3238.4234) é um pequeno restaurante rústico (roots total) perto da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas. São mesas no quintal de uma casa simples e está sempre cheio. Há ventiladores grandes nas paredes. Como a temperatura em janeiro estava amena o ambiente não estava quente. Segundo a informação que nos deram, nos dias quentes pode ser uma boa opção ir a outro restaurante com ar condicionado. Um detalhe pitoresco são os cachos de banana pendurados. Os clientes se servem à vontade de banana, pois é um hábito local acompanhar a comida com bananas. No Panela, na expressão do nosso anfitrião Firmino, você aprecia o sabor do peixe e não do tempero. Comida caseira excelente. Comi a sardinha frita de entrada e depois tambaqui assado e ambos estavam excelentes.  A farinha do uarini é um bom acompanhamento para a comida (segundo Firmino, não era a melhor de todas, pois continha umas pequenas fibras - eu não teria notado). Os grãos da farinha do uarini são bem menores que os da farinha d’água (que é comum nos estados do nordeste) porém BEM maiores que os que estamos acostumados na Bahia, contudo o paladar é bom e os grãos são suaves ao mastigar. Os amazonenses possuem uma farinha semelhante à nossa, a qual chamam de farinha seca, mas parecem usar pouco, pois nunca aparece em restaurantes. A pimenta local é boa, não muito forte, mas com sabor agradável. Gostei muito!
Também tivemos boas experiências também em ambientes mais sofisticados.  A primeira na casa de Marcus e Maria Paula, num jantar com alguns amigos em ambiente com ar condicionado. Tambaqui cozido e num caldo com cebola, tomate e temperos, de responsabilidade de Maria Paula, acompanhado de um bom vinho branco chileno. Como já havia sido capacitado para observar a farinha do uarini, notei que não continha as pequenas fibras e que os grãos eram bem mais regulares. Excelente o tambaqui, mas não adianta dar detalhes, nem endereço, pois a experiência só acontece a convite.
Também de muito boa qualidade foi o pirarucu que comi no restaurante do 16o andar da torre nova no Hotel Tropical na Ponta Negra. Um restaurante panorâmico com magnífica vista para o Rio Negro.  Pedi o pirarucu com molho tucupi, veio com molho de camarão, mas estava bom e nem reclamei da troca. A comida não chega a superar a vista, mas é boa. 
Já em relação ao hotel não posso ser tão positivo. Ficamos no Lord, em pleno centro (o local do comércio da zona franca). O nível de conforto é razoável, quartos amplos e limpos, ar condicionado funcionando e roupa de cama limpa, porém abaixo do preço cobrado. Para reforçar a imagem negativa, num dia faltou água e no outro faltou luz. Tive que descer do 6o andar pela escada (por sorte a bagagem era pouca e leve) e não havia iluminação de emergência (a lanterna do celular quebrou o galho).  Não se pode acertar em tudo.
Para a próxima visita, tenho várias indicações de restaurante:
Mais arrumados:
  • Banzeiro - Rua Libertador, 102 Esquina com Maceió.
    (92) 3234.1621;
  • Apuí Madeira - Rua Amazonas, 10 Conjunto Vieiralves
    (92) 3642.3532;
  • Choupana - Rua Recife, 790 (92) 3635.3878
e o simples
  • Recanto do Peixe - Av. Sul s/n (92) 3654-3930

domingo, 18 de dezembro de 2011

domingo, 4 de dezembro de 2011

Dieta da Champagne



Meus ateus, que boa notícia de final de ano: Uma dieta que promete que champagne emagrece!

Tudo de bom, ainda que não seja uma afirmativa baseada em sólida evidência científica. A notícia apareceu em numerosas notícias e reportagens da imprensa leiga. Não achei qualquer referencia a trabalhos científicos. A despeito de tudo isto, tentarei esta dieta no final deste ano.

O Daily Mail publicou "A diet to raise a glass to" (aqui) "How to get into shape for Christmas without compromising on the fun? It’s the dilemma of the festive season. ... The Champagne Diet not only allows alcohol, but actively encourages a daily flute or two as part of a weight-loss plan. 
According to Cara Alwill Leyba, 31, who came up with the regime, the Champagne Diet is two parts healthy living, one part fun."
A reportagem do Terra, publicado no Prontuário de Notícias (aqui), cita:
"A premissa é simples - não há alimentos proibidos, mas a ingestão diária de calorias se concentra em uma alimentação de qualidade. A ideia é "glamourizar" os pratos: ao invés de comer um x-burguer com fritas e refrigerante, por exemplo, o jantar pode ser substituído por um salmão defumado com salada verde mista e uma taça de champagne. O ideal é não ultrapassar as 1400 calorias diárias."
Achou pouco convincente? Veja mais um trecho:

"De acordo com Cara Alwill Leyba, que fez o regime, a dieta da champagne propõe uma vida saudável, mas divertida. Segundo ela, como as bolhas alcançam a corrente sanguínea mais rapidamente, a pessoa acaba comendo menos."

Antes de seguir a dieta, é bom se assegurar que não causa embolia gasosa.




domingo, 20 de novembro de 2011

Paris está mais barata?


Estou devendo vários relatos. Muitos nem tentarei recuperar, não há nada importante a registrar (o célebre NDN dos prontuários médicos - nada digno de nota). Em alguns casos o problema não é da cidade e sim da correria da viagem a trabalho. Noutros casos …. deixa quieto.  Paris passa na frente de várias outras neste registro, mas a cidade merece.  Não mais que Madrid, na qual estive pouco antes de ir a Paris nesta viagem, mas já há relatos de Madrid no blog e nada de Paris. Espero ter tempo (e memória) para fazer logo o relato desta viagem a Madrid, a minha estadia mais taurina (mesmo com menor número de festejos). 
Seguindo recomendação de amigos, ficamos no Hôtel Michelet Odéon (6 Place de l'Odéon). A localização é ótima com um preço razoável. Os quartos, como sempre em Paris, são bem AMPLOS ... quase não podíamos abrir a mala.
Paris continua muito atraente e com ótima comida.  Para mim a atração principal de Paris continua sendo caminhar sem rumo definido.  Desta vez chovia o que sempre atrapalha este tipo de passeio, …. mas não o impede.  Até conheci igreja antiga na qual nunca havia entrado. 
Embora não tenha demorado muito, fui duas vezes ao Polidor (St. Germain  des-Prés, 41 rue Mr. Le Prince 6eme - na parte alta da rua após descer no Metro Odeon). Evidentemente que numas das idas, comi o blanquette de veau. É a comida de sempre e o prazer de sempre. Como está cada vez mais folclórico, atrai um público muito eclético. Uma das vezes, estávamos ao lado de um casal sueco.
A convite, jantamos no Train Bleu (na Gare de Lyon). Comemos muito bem e em ótima companhia. O nosso anfitrião francês foi excelente em fazer ótimas sugestões. Comida francesa clássica, num ambiente muito interessante de trem chic antigo. Não vou falar dos outros restaurantes, para não parecer que foi a única coisa que fiz em Paris.
Nada de passeios culturais. Isto foi substituído por trabalho bem intenso. Foram seis reuniões em dois dias úteis. Pelo menos houve um pedaço do final de semana para aproveitar.
Lembro bem quando notei precisar de óculos bifocais. Olhando uns slides para congresso (para os jovens: houve época que os slides não eram arquivos de computador. Eram reais, feitos de filme especial e com moldura. Para ajustar na sequencia, toma-se um a um, olhando contra a luz. Nem falarei dos aparelhinhos para olhá-los, para não complicar). Não conseguia focar nem com óculos, nem sem eles. O que isto tem a ver com Paris? Nada! Apenas espero que o que aconteceu com a minha memória lá não seja um sinal irreversível da idade. Não conseguia lembrar do nome do excelente sorvete da Ile San Louis. Depois de haver ido tantas vezes, até no inverno, fiquei preocupado. Puni a mim mesmo não perguntando o nome nem endereço e, assim, fiquei sem tomá-lo. Como uma das funções deste blog é justamente facilitar-me o acesso a este tipo de informação, registro aqui (embora não tenha ido lá desta vez). É o Berthillon (31 rue Saint Louis en l’Ile no 4eme). Vale a pena enfrentar a fila e provar. Prefiro os de fruta - o de figo é excelente.
Quase esqueço de comentar sobre o título. Paris está mais barata? Os preços entre Paris, e, lógico, outras cidades, estão mais próximos. Esta sensação é meio enganosa, pois na realidade foi o Brasil que encareceu muito. 

domingo, 6 de novembro de 2011

Beijing ou Peking?


Estive, pela primeira vez, em Beijing em agosto deste ano (já faz algum tempo, mas não consegui postar antes). Foi minha primeira vez na China.  Para os apressados e que não lêem até o fim:  Não sei se gostei ou não. Em todo caso, tive uma recepção calorosa: todos os dias acima de 35oC e com bastante umidade. 
Foi muito pouco tempo para conhecer. Cheguei num sábado à tarde e fui para a Coreia na 3a-f, no final da tarde. Segunda e terça foram todos tomados em reunião.
Sábado estava cansado do longo vôo. O serviço da Emirates é muito bom, mas não há como esconder o cansaço de uma viagem com uma primeira parte de vôo com 14 horas de duração, quatro horas de conexão e mais oito horas de vôo. Se não bastasse, são 11 horas de diferença no fuso horário.
Domingo foi o único dia com possibilidade de passear. A Cidade Proibida é muito maior que pensava. Um conjunto de 20 palácios, com vários edifícios auxiliares.  Muito interessante ver o conjunto e imaginar a vida que tinham. É meio decepcionante não poder entrar em qualquer um deles. Pelas janelas, pode-se observar alguns aposentos. Pouca coisa restou … 
Também parece estranho não haver áreas verdes. Há apenas um pequeno bosque já na saída, mas parece mais relacionado com a área de serviço ou estalagem. 


O outro ponto que chama a atenção, mas não somente na Cidade Proibida. é a enorme multidão. Com mais de um bilhão de habitantes no país, não podia ser diferente. O metrô sofre deste mal: sempre cheio. É meio confuso, porém você não pode ser queixar de não ter sido avisado:

Levado por um amigo que já conhecia a cidade, fui ao mercado de pulgas (Panjiayuan). Uma experiência interessante ... para se fazer uma vez na vida. Encontra-se de tudo, cerâmica, pedras, plantas, livros vermelhos e chapeuzinhos a la Mao, jogos de xadrez e mais o que você imaginar. Estive também, pois todos vão, no Mercado de Seda. Foi uma experiência que pretendo não repetir nunca na minha vida. Se a 25 de março para mim foi uma tortura, este mercado chinês é a quintessência (“A dinamicidade é a propriedade mais atraente da quintessência.”). Horrível é pouco para designar a experiência. Como sempre, há um lado bom: reforçou muito a minha aversão a compras.

Sobre a comida não vou me estender muito. A comida oriental não é a minha preferida. Tive, por questão do trabalho, uma série de almoços de boa qualidade. Vários pratos em pequena quantidade e nenhum deles acompanhado de arroz. O arroz é o último prato e é servido sozinho. Até agora não entendi bem (e fiquei com vergonha de perguntar) o porque disto. Duas opções: 1) o arroz é a grande estrela e encerra a refeição; 2) se você não gostou dos outros pratos pode matar a fome comendo arroz, que todo mundo gosta.
Já havia comido alguns patos a Pekin e gostava. Nesta viagem, soube que nunca havia comido pato a Pekin. O verdadeiro é muito bom. A parte forte do pato é a pele bem crocante, a carne do pato é praticamente secundária. A melhor parte é a pele do peito. Toda a pele é servida em fatias pequenas que devem ser reunidas com alguns temperos que são servidos já cortados em tirinhas (alho  e cebolinha, por exemplo) e embrulhadas numa panqueca. Depois pode ser imergir no molho e comer. A melhor parte da comida para mim. Foi muito bom no Beijing Da Dong Kaoya Dian (há endereços em 3 locais da cidade e é barato).
Pode parecer estranho, mas comi num restaurante brasileiro em Beijing. Não costumo fazer isto. Prefiro provar a comida local, porém tudo tem limite. Comi muita comida chinesa e tinha muito boas indicações do restaurante. Fui ao Alameda (Chaoyang, Sanlitun Beijie (entre Sanlitun Xiwujie & Sanlitun Xiliujie; telefone 86 10 64178084). Na verdade é um restaurante internacional e tem comida muito boa. Foi ótimo ter ido para variar o gosto da comida. 
Há muito pretendia ir à China. Fui a Beijing apenas e estou sem pressa de ir lá de novo. Uma viagem mais calma para outras cidades pode ser algo a se pensar.