sábado, 22 de dezembro de 2012

Athaliba: Um bistrô paulistano


Destas descobertas ao acaso. Indo para uma consulta e buscando um lugar perto para almoçar.  Sem indicações prévias, mas com boa aparência, entramos no Athaliba.
O Athaliba é bem bistrô, comida gostosa em ambiente simples. O picadinho é o forte da casa. 
Nas duas vezes que fui, provei dois picadinhos. Um com molho de vinho, gostei. Depois o Athaliba V, gostei muito.

Alameda Campinas, 1299 - Jd. Paulista - São Paulo
(011) 3052.2216
A foto é do site do restaurante, mas não há conflito de interesse. Este site não faz recomendações. São apenas anotações, para não esquecer e localizar facilmente.

domingo, 25 de novembro de 2012

Pelotão ou Platão?


Uma viagem na TAP a caminho de Bruxelas. Outra oportunidade de ouvir com frequencia esta interessante forma de falar a língua portuguesa. Sendo a língua deles, recuso-me a designar de sotaque a forma lusitana de falar. Por outro lado, como já somos os brasileiros tão mais numerosos que eles, a nossa forma de falar a língua portuguesa já é predominante. 
Gosto muito de ler o português à lusitana, acho-o de grande elegância. Confesso, contudo, que às vezes tenho dificuldade de entender a fala lusitana, pelo que, quando posso, tento aperfeiçoar-me. Aproveitei o voo para ver dois filmes portugueses. 
Um deles sobre o assassinato pela PIDE salazarista do General Delgado. Sem querer entrar no terreno da troça, alguém poderia imaginar que iriam enterrar clandestinamente o cadáver com o anel de ouro que era o seu sinete e que continha as iniciais HD? Não era uma manobra, o anel foi deixado no cadáver do próprio general. Pois o filme mostra isto e não expressa espanto. 
O “As linhas de Wellington” é também interessante e bem feito sobre a invasão de Portugal por Napoleão. O filme é histórico mas trata de pequenos dramas de diversos personagens numa guerra. Gostei imenso!
Ambos continham legenda em inglês, a qual pareceu-me obrigatória, não encontrei, nem procurei muito, se era possível removê-la. De todo modo, creio que recorri a elas com mais frequencia do que imaginava para entender as falas. Devemos ter bastante cuidado nas traduções usadas nas legendas. O amigo dosReis afirma ter visto uma legenda de “tão longe, tão bom” para o “so far, so good” num filme há alguns anos. 
Eu tive alguma dificuldade de entender a fala do capitão à frente de um grupo de soldados, mas estava seguro que ele não estava a esbravejar Platão, depois entendi que se dirigia ao pelotão. Como a vogal “e” não era pronunciada, fiz confusão. A cena nada platônica ajudou-me a corrigir o que ouvia.

domingo, 21 de outubro de 2012

As 10 cidades mais violentas do mundo



Vi, por acaso, no site indicado abaixo, o qual não frequento.
Não consegui identificar a metodologia empregada, nem mesmo o órgão responsável pelos dados.
Estranho bastante que todas as 10 sejam da America Latina. Não seria o ranking da AL?
De todo modo, tão ruim quanto a situação da violência urbana é o estado da nossa "grande" imprensa...

1) San Pedro Sula – Honduras
A cidade mais violenta do mundo registrou uma taxa de homicídios de 158,87 pessoas a cada 100 mil. A cidade passou assim Juárez, no México, considerada uma das mais violentas por muitos anos.
2) Juárez – México
Após três anos consecutivos no primeiro lugar, a primeira cidade mexicana a aparecer no ranking caiu uma posição, com uma taxa de homicídio de 147,77. O México tem cinco cidades entre as dez mais violentas do mundo. A foto mostra o corpo de um homem morto a tiros em Juárez. A região é alvo de constantes conflitos por conta do tráfico de drogas.
3) Maceió (AL) – Brasil
Essa é a primeira cidade brasileira a aparecer no ranking, com uma taxa de homicídios de 135,26 em 2011. O país aparece duas vezes entre as dez primeiras posições do ranking.
4) Acapulco – México
Belas paisagens são ofuscadas pela violência que marca a cidade mexicana, com uma taxa de homicídio de 127,92 em 2011. A foto mostra um corpo encontrado em Acapulco em setembro deste ano.
5) Distrito Central – Honduras
A segunda cidade hondurenha a aparecer no ranking tem uma taxa de homicídios de 99,69. As duas cidades são as únicas de Honduras a entrar no ranking completo, de 50 cidades.
6) Caracas – Venezuela
A primeira cidade venezuelana a aparecer no ranking tem uma taxa de homicídios de 98,71. Essa é a única cidade da Venezuela a aparecer entre as dez mais violentas do mundo, mas o país tem três representantes na classificação de 50 cidades.
7) Torreón – México
A terceira cidade do México a aparecer no ranking tem uma taxa de homicídio de 87,75.
8) Chihuahua – México
A cidade é capital do estado que leva o mesmo nome, onde fica também a cidade de Juárez, a mais violenta do México. A cidade Chihuahua tem uma taxa de homicídio de 82,96.
9) Durango – México
A última cidade mexicana a aparecer no ranking das dez mais violentas é Durango, com uma taxa de homicídio de 79,88.
10) Belém (PA) – Brasil
A segunda cidade brasileira a aparecer no ranking tem uma taxa de homicídios de 78,04. 
Na lista completa (de 50 cidades), também aparecem 
Vitória (17), 
Salvador (22), 
Manaus (26), 
São Luís (27), 
João Pessoa (29),
Cuiabá (31), 
Recife (32), 
Macapá (36), 
Fortaleza (37), 
Curitiba (39), 
Goiânia (40) e 
Belo Horizonte (45).


Visto no http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/as-10-cidades-mais-violentas-do-mundo#11
Foto do Porto de Belém do mesmo e-endereço.

domingo, 30 de setembro de 2012

Palo Alto, na série EUA hoje

Há algum tempo (fevereiro deste ano) postei algumas notícias sobre a situação de lojas no DC (Washington DC. Retratos da crise. aqui). Embora a crise nos EUA pareça menor que a imprensa tem falado, no DC observa-se claramente depressão. Aqui na California não tenho a mesma impressão, pelo menos no vale do silício. 
A imagem que me chamou a atenção aqui é muito mais a evidência das mudanças decorrentes da rápida obsolescência nos meios de comunicação. Na University St, a principal de downtown Palo Alto, o prédio do cinema antigo e onde funcionou a Borders está fechada.
A Borders foi uma grande cadeia de venda de livros, CDs e produtos similares ou próximos. Uma potência que se encontrava em todos os lugares nos EUA. Lembro de haver ficado muito impressionado que as casas funcionavam todos os dias do ano (exceto creio na véspera de Natal). A atividade de vendas era bastante intensa. Agora não existe mais.
A loja da Apple, logo em frente no outro lado da rua, embora esteja supervisitada e vendendo loucamente que coloque as suas barbas de molho.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Qual a companhia melhor para obter bilhetes com milhas?


Um artigo interessante do Wall Street Journal compara a facilidade de obter passagens com milhas dos programas de fidelidade.
A Gol aparece bem.
Veja o artigo completo (aqui).

Tóquio: miscelânea


Várias coisas chamam a atenção em Tóquio e uma delas é o trânsito.  Para uma cidade com 13 milhões de pessoas é surpreendente que o transito seja tão bom.  O trânsito de Tóquio é melhor que o de Salvador, sem dúvida.  Não parece haver muito mistério: eles utilizam muito o sistema público de transporte. Usei o metrô num domingo à tarde para um trajeto longo e estava sempre cheio (e silencioso, os japoneses quase não falam no metrô). Não cheguei a usá-lo nos dias de semana, mas deve ser MUITO cheio. Outro fator que explica o bom trânsito é a disciplina e a paciência dos motoristas.  Nada de maluquices e imprudência.
Outro aspecto muito saliente é o grande número de pessoas sempre na rua. Por indicação, estive em Shibuya no início da noite de domingo. Uma praça enorme com uma multidão impressionante e muito jovem. Não consegui fotografar bem a movimentação da multidão quando o sinal abre. Em cada ponto da praça se concentra muita gente à espera do sinal e quando este abre parece uma invasão: se deslocam enormes grupos de todos os pontos e o chão praticamente desaparece. Não era um dia de festa e muito menos de carnaval. Além da enorme quantidade de gente me surpreendeu que todas as lojas estivessem abertas num domingo à noite. 
Muito interessante um cientista ser a figura da nota de 1.000 yens (figura acima do post). Noguchi foi um importante bacteriologista japonês que fez carreira na Rockefeller University (Hideyo Noguchi (野口 英世 Noguchi Hideyo?, November 9, 1876 – May 21, 1928), also known as Seisaku Noguchi (野口 清作 Noguchi Seisaku?), was a prominent Japanese bacteriologist who discovered the agent of syphilis as the cause of progressive paralytic disease in 1911; segundo a Wikipedia).  Já tivemos no Brasil cientistas nas cédulas, mas, com tantas mudanças de moeda, as que homenageiam cientistas não circulam mais. 
Mais um registro: estive no Miraikan, um grande museu de ciência avançada, muito interessante. Era um dia que o museu estava fechado, mas a Embaixada providenciou uma visita. Além de ver algumas salas, pude observar os testes de um novo equipamento de transporte individual da Honda, que funciona sem uso das mãos. O controle é feito pela inclinação do corpo do condutor (pode se ver no fundo da foto abaixo). Lá encontrei o Diretor, o astronauta Mamoru Mohri, uma pessoa muito popular no Japão e a foto e notícia foram colocadas no Facebook da Embaixada (aqui).



segunda-feira, 14 de maio de 2012

Tóquio : comida


Poucos restaurantes na região de Asakusa possuem cardápio em inglês. Apesar da minha pouca intimidade com a comida japonesa, entrei num restaurante que me pareceu bem típico - só havia japoneses … Sem cardápio em inglês não sabia o que escolher. Fui até a vitrine e fotografei o que queria e mostrei à garçonete. Entendi porque muitos restaurantes aqui têm um molde plastificado de diversos pratos expostos no exterior. 
A minha escolha foi por um prato seguro pois combinava duas das minhas preferências - macarrão e ovo (figura ao lado). Após provar a comida passei a admirar muito mais ….. os italianos. Eles fizeram uma formidável transformação no produto oriental original!!! Quem provou a massa oriental e notou que poderia produzir algo saboroso tem muito mérito.  Para completar o desastre o ovo era cru (apesar de ter certeza no modelo da vitrine parecia estalado) e misturado com uma gororoba de batata doce (segundo entendi da garçonete que falava inglês).  Bem … não preciso dizer mais nada e mantenho o nome do restaurante em sigilo, até porque não o sei. 
Sai e tomei um sorvete, este sim bom, pois não muito doce. À noite fui um restaurante espanhol, o Monte Azul, continental kitchen. Esta descrição “continental kitchen” me fez conferir se não era chinês ou coreano, afinal são o continente mais próximo do Japão. Deve ser uma descrição feita por um britânico para quem o continente é sempre o europeu). Comi bem: calamares à galega e uma favada.
Convidado para almoçar num excelente restaurante: Toufuya Ukai (Shiba, Tokyo). Um belo jardim e com contraste bem estilo Tóquio, o calmo e bonito jardim fica exatamente abaixo de uma das maravilhas tecnológicas japonesas: uma grande torre metálica vermelha (foto acima). Além do jardim, o espaço muito amplo e um ótimo ambiente. Garçonetes em trajes típicos e muito cuidadosas e gentis. A comida ….. bem a especialidade do restaurante é o tofu. Devo confessar que um tofu mergulhado numa sopa de soja não é o meu prato predileto mas este foi um dos pontos altos dos seis ou sete mini-pratos. A sobremesa era um bolo de não sei o que com uma cobertura doce com uma bolinhas …. de soja.
Outro convite: para jantar e comida japonesa. Outro restaurante tradicional Nome? Peguei o cartão na saída, mas tanto o cartão como o site são todos em japonês e não entendi nem o nome. O ambiente como se fosse uma antiga vila japonesa. Cada grupo numa sala, sentado no chão e mais seis ou sete pratos parecidos com os do almoço, porém com menos tofu. A sobremesa foi uma surpresa um pequeno bolo de chá verde com uma bola de sorvete também de chá verde. Gostei dos sorvetes japoneses!
Amanhã ainda estarei aqui o dia todo, mas o convite para almoço é da Embaixada do Brasil e teremos comida ocidental. 

domingo, 13 de maio de 2012

Tóquio: a chegada


A viagem tão longa a partir do Brasil tira um pouco do ânimo para chegar em Tóquio, mas cheguei bem e com vontade de conhecer um pouco da cidade no tempo entre as reuniões. Foi preciso usar um pouco desta boa vontade para saber, ao chegar às 9’00 da manhã no hotel que o quarto só poderia ser usado às 15’00. Mas eles tinham uma oferta especial, poderiam me deixar entrar ao meio dia e por estas três horas de conforto eu SÓ teria que pagar mais meia diária. Uma barganha…., mas decidi esperar pelas 15’00. Passear, almoçar e retornar perto das 15’00.
O hotel por si merece um comentário. O quarto simples mas confortável tem até máquina de lavar roupa (logo na entrada do quarto mesmo) onde também fica um chinelo e uma calçadeira. Ou seja entre no quarto sem sapatos. Usar os aparelhos não é fácil sem qualquer comando em inglês. Deu para ligar a TV e passar os canais. Desligar a TV após descobrir que não havia canais em inglês e o programa mais excitante no final da tarde de domingo era uma disputa de sumô. A vista do quarto é de … prédios, exceto por uma área que se vê um campo de beisebol e um cemitério. A proximidade me pareceu adequada, a monotonia do beisebol combina e prepara para o vizinho.
Trocar dinheiro - fácil. As máquinas de banco têm a opção de português e falam com sotaque brasileiro. Aliás isto já tinha chamado minha atenção ao mostrar o passaporte. Após a agente colocar o passaporte na máquina todas as informações passaram para português.
Tíquete de metrô - menos fácil. A máquina tem instruções em inglês mas eu não entendia (continuo sem) o sistema de tarifação. O passe de um dia resolveu. O metrô com um mapa adequado, como em todos os lugares civilizados, permite se movimentar pela cidade. (Foto abaixo do mapa de trens).
Rodrigo da Embaixada do Brasil tinha me dado algumas indicações além do mapa do metrô. Estação de Gaiemmae, muito perto do hotel, linha G3 para  Asakusa.
Asakusa (foto acima) é o único bairro de Tóquio com alguma coisa do passado japonês. O restante de Tóquio é muito moderno, entre terremotos e guerras sobrou pouca coisa antiga de pé. As construções e roupas me pareceram algo artificiais, mas o comportamento japonês é tradicional. Muita gente na rua e comprando. Poucos turistas em relação aos locais. 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Washington DC. Retratos da crise.



Meus amigos e inimigos,


A coisa está feia. 
A foto acima é da Bloomingdale's do White Flint em liquidação para fechar. Para quem não sabe, o White Flint é um shopping center chic em Bethesda. 
A notícia pior é que não é a única, há várias lojas já fechadas lá. Em cada corredor há pelo menos uma loja fechada (foto ao lado).
A frequencia muito baixa e um clima de enterro.

Tempos de crise devem levar ao aumento da violência, não é mesmo? Cuidado, parece que isto se confirma aqui. Um amigo que mora no Dupont Circle (área cara do DC), ao procurar lugar para estacionar, presenciou há poucos dias um assalto na rua. Isto mesmo, um grupo de pessoas assaltou um senhor, com violência e roubou os seus pertences.
Pode ser um fato isolado, mas o que você acha de um lugar cujo hotel tem um folheto alertando para os perigos?
Veja abaixo o que estava no quarto do hotel que fiquei em Foggy Bottom:


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Visita a Salamanca, muito boa!


Estivemos em Salamanca, mas a trabalho. Além de assinar um convênio com a Universidade de Salamanca (USAL), tivemos a oportunidade de visitar alguns institutos da USAL e o seu Centro de Estudos Brasileiros.

Foi uma viagem rápida e não visitamos a parte antiga da USAL (o acordo foi assinado na Reitoria,um palácio antigo na praça). Contudo foi muito bom ter visto o "Ceu de Salamanca" uma representação muito interessante e que está muito bem apresentada e conservada no local de exposição.

O Colegio Mayor Arzobispo Fonseca ou Colegio dos Irlandeses é um prédio histórico e que foi transformado recentemente para hotel de professores visitantes ("El Colegio Arzobispo Fonseca es un monumento declarado Bien de Interés Cultural en 1931. Fue fundado por el arzobispo de Toledo don Alonso de Fonseca e iniciada su construcción en 1519"). O outro nome se deve ao fato dos filhos dos nobres irlandeses irem à Universidade de Salamanca para evitar as universidades protestantes da Inglaterra. Ficamos lá e realmente é um privilégio poder estar num quarto confortável num ambiente tão histórico. O prédio está muito bem mantido e é uma excelente opção de hospedagem. 

Tivemos um excelente almoço, após a assinatura do acordo de cooperação, no Lis restaurante (Patio Chico, 18; Tel. 923.21.62.60). Aproveitamos a oportunidade de estarem nas Jornadas gastronomicas de cerdo ibérico de bellota e tivemos, provavelmente, a melhor refeição desta viagem. O menu está abaixo e não se trata de escolher opções, foram servidos TODOS os pratos do menu. Como as porções são pequenas, foi bastante comida e de excelente qualidade.

Recibiremos a nuestros clientes con un cortador de Jamón Ibérico
1. Nuestra Tapa en MADRID FUSIÓN 2012:
Papada de Ibérico de Bellota Ahumada, Crema de Guisante, Chutney de Calabaza y Castaña Tostada.



ENTRADAS
2.PATÉSCASEROS: Paté Rústico,Paté en Costra a la Naranja Sanguina y Tarrina de Cabeza de Ibérico.
ENSALADAS: de Maruja, de Escarola y de Tomate.
CHUTNEYS: de Pimiento Rojo, de Pimiento Verde, de Remolacha 
y de Calabaza.
3. CHICHAS DE MATANZA, de Salchichón o de Chorizo, con huevo y patata confitados en Aceite de Oliva Virgen.


PRINCIPALES
4. Hojaldre de Carrillera con Setas de Temporada y Jugo de Espinazo de Cerdo al Vino Tinto.
5. Chuleta de Lomo, Castañetas y Rollito de Col Salteada.


POSTRES
6. Sopita de Mango, Piña y Cava con Fresas Naturales.
7. Pocillo de Chocolate Valrhona con Crema de Leche Batida. 


Imagem da Catedral de TourSpain (aqui)

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Madrid, 3 restaurantes

Visita de trabalho, sem tempo para outras atividades, mas estive em três restaurantes que merecem registro.

A convite estive no La Ancha, um restaurante de muito boa qualidade, logo atrás do Congresso (Calle de Zorilla, 7;  Tel. 914.298.186). Se você não acompanha a política espanhola, não dever reconhecer muita gente, mas aparecem muitas figuras da política por ficar tão perto do congresso. Compartilhamos algumas entradas: as croquetas de Madrid não são o meu ideal de croquetas, mas estas foram das melhores que experimentei. Depois alcachofras que estavam muito boas. O meu prato principal foi Merluza con salsa de chipirones, e volatria lá para comer de novo com muito prazer. Quem pediu o Mero empanado con pisto elogiou muito.

O Ordago é um excelente restaurante perto de Ventas (Calle Sancho Davila, 15, Tel. 913 567 185). Para ir em maio ou setembro é necessário fazer reservas com MUITA antecedência, o restaurante é pequeno e não pensa em expandir. O pessoal que gosta de touros também gosta de boa comida e o restaurante é muito procurado. Em pleno fevereiro foi mais fácil reservar. Excelente comida tradicional basca!  Entrada com caracoles e depois chipirones en tinta. Não podia ser melhor. No La Ancha são os políticos, no Ordago você pode encontrar toreiros de vez em quando.

Ainda tive tempo de ir no El Bierzo (Calle Barbieri 16; Tel. 915 319 110), um restaurante simples de comida caseira muito boa. Comi umas judias com jamon de entrada e depois venado rebozado.  Isto com meia garrafa de vinho (sofrível) e café saiu por 12 euros. O restaurante é tão simples que nem localizei um site, mas é indicado em diversos sites. O NY Times cita a indicação de Frommer: "Good honest fare from the northerly Castilian region of El Bierzo is the order of the day at this long established down-to-earth eating spot. One of Chueca's most popular and established home-cooking establishments, it boasts excellent value set lunch and dinner menus and is usually vibrant and filled with local regulars. Costillas (beef ribs), lentejas con arroz(lentils with rice), and setas al ajillo (wild mushrooms cooked in garlic) are among the favorite dishes, and there's a particularly wide choice of low-priced tortillas (omelettes) plus a good range of tapas and raciones if you fancy something lighter." (aqui).

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Carnaval antigo por Pierre Verger

Um "filme" com fotos de Pierre Verger nos anos 40 sobre o carnaval na Bahia, no Rio e em Recife, com narração dele mesmo.
Muito interessante:



Texto no YouTube:
"Uploaded by  on May 4, 2009
Em 1984 , Pierre Verger - com apoio de Jose Antonio Barros Freire, Arlete Soares, Rina Angulo, Mimito Gomes e Jose Amancio - "descobriu o video teipê ". Realizou na produtora Manduri (São Paulo) sua primeira experiência no Brasil com o video: gravou em estúdio, suas fotos sobre o carnaval do Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco.

Uma semana depois, participou do lançamento do Vídeo e Exposição das Fotos no MIS - Museu da Imagem e do Som - São Paulo. Foi reverenciado pela imprensa especializada de São Paulo e em seguida, viajou para França, onde foi homenageado com a medallha Légion d`Honneur. Em suas mãos, Verger levava um presente para Presidente François Mitterrand ... no estojo com uma fita VHS , ele mesmo escreveu : CARNAVAL BRASIL ANOS 40.

DEPOIMENTO PIERRE VERGERTrês meses depois de minha chegada resolvi partir, após ter assistido ao carnaval, que na época não tinha a importância que ainda teria. As escolas de samba desfilavam na Praça Onze e também não tinham a notoriedade, o esplendor e gigantismo que vieram a ter em seguida. Existiam, sobretudo, os blocos os cordões que passavam vagando pelas ruas. Homens vestidos com saias curtas de palhas ou roupas emprestadas de suas mulheres. A Guerra Mundial estava no auge. Os jornais, aproximando títulos de artigos de maneira talvez um pouco maliciosa, proclamavam que Mussolini falava em plena folia. Sentados nas carrocerias dos carros ou nos bondes ou, ainda, desfilando nas ruas, a euforia dos foliões se traduzia sempre em gestos largos de braços abertos, festejando a alegria de viver e se divertir"

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Um registro rápido sobre uma viagem rápida a Manaus


Viagem para discutir colaboração em projetos de pesquisa, trabalho sério e boas perspectivas, mas o post é mesmo para registrar uma boa experiência de restaurante fora das recomendações turísticas clássicas.
O Panela Cheia (Rua Washington Luis, 292. (92) 3238.4234) é um pequeno restaurante rústico (roots total) perto da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas. São mesas no quintal de uma casa simples e está sempre cheio. Há ventiladores grandes nas paredes. Como a temperatura em janeiro estava amena o ambiente não estava quente. Segundo a informação que nos deram, nos dias quentes pode ser uma boa opção ir a outro restaurante com ar condicionado. Um detalhe pitoresco são os cachos de banana pendurados. Os clientes se servem à vontade de banana, pois é um hábito local acompanhar a comida com bananas. No Panela, na expressão do nosso anfitrião Firmino, você aprecia o sabor do peixe e não do tempero. Comida caseira excelente. Comi a sardinha frita de entrada e depois tambaqui assado e ambos estavam excelentes.  A farinha do uarini é um bom acompanhamento para a comida (segundo Firmino, não era a melhor de todas, pois continha umas pequenas fibras - eu não teria notado). Os grãos da farinha do uarini são bem menores que os da farinha d’água (que é comum nos estados do nordeste) porém BEM maiores que os que estamos acostumados na Bahia, contudo o paladar é bom e os grãos são suaves ao mastigar. Os amazonenses possuem uma farinha semelhante à nossa, a qual chamam de farinha seca, mas parecem usar pouco, pois nunca aparece em restaurantes. A pimenta local é boa, não muito forte, mas com sabor agradável. Gostei muito!
Também tivemos boas experiências também em ambientes mais sofisticados.  A primeira na casa de Marcus e Maria Paula, num jantar com alguns amigos em ambiente com ar condicionado. Tambaqui cozido e num caldo com cebola, tomate e temperos, de responsabilidade de Maria Paula, acompanhado de um bom vinho branco chileno. Como já havia sido capacitado para observar a farinha do uarini, notei que não continha as pequenas fibras e que os grãos eram bem mais regulares. Excelente o tambaqui, mas não adianta dar detalhes, nem endereço, pois a experiência só acontece a convite.
Também de muito boa qualidade foi o pirarucu que comi no restaurante do 16o andar da torre nova no Hotel Tropical na Ponta Negra. Um restaurante panorâmico com magnífica vista para o Rio Negro.  Pedi o pirarucu com molho tucupi, veio com molho de camarão, mas estava bom e nem reclamei da troca. A comida não chega a superar a vista, mas é boa. 
Já em relação ao hotel não posso ser tão positivo. Ficamos no Lord, em pleno centro (o local do comércio da zona franca). O nível de conforto é razoável, quartos amplos e limpos, ar condicionado funcionando e roupa de cama limpa, porém abaixo do preço cobrado. Para reforçar a imagem negativa, num dia faltou água e no outro faltou luz. Tive que descer do 6o andar pela escada (por sorte a bagagem era pouca e leve) e não havia iluminação de emergência (a lanterna do celular quebrou o galho).  Não se pode acertar em tudo.
Para a próxima visita, tenho várias indicações de restaurante:
Mais arrumados:
  • Banzeiro - Rua Libertador, 102 Esquina com Maceió.
    (92) 3234.1621;
  • Apuí Madeira - Rua Amazonas, 10 Conjunto Vieiralves
    (92) 3642.3532;
  • Choupana - Rua Recife, 790 (92) 3635.3878
e o simples
  • Recanto do Peixe - Av. Sul s/n (92) 3654-3930