sexta-feira, 28 de maio de 2010

Curitiba, muito boa comida

Vocês verão que não estive em Curitiba, apenas na FIOCRUZ e em restaurantes. Também, não podem exigir muito. Cheguei às 12’40 da quarta-feira e já saia do hotel de volta para o aeroporto às 06’30 da quinta-feira.
O motivo da visita foi a minha participação no III Simpósio Sul de Imunologia, uma grande iniciativa de jovens imunologistas da região. Além dos restaurantes, tive uma excelente visita à FIOCRUZ do Paraná (veja aqui).
Guiado por Samuel Goldenberg, estive em dois bons restaurantes. Almoçamos no Salero (Shopping Barigui, Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 - Park Gourmet). O bife de chorizo argentino estva muito bom e bem acompanhado pela salada salero (folhas, alcachofra, palmito, tomate-cereja e molho de mel e laranja). A carne veio como foi pedida e estava muito saborosa. Para quem, como eu, tiver curiosidade sobre a denominação do restaurante: salero, é o termo castelhano para saleiro, mas  também significa: “Gracia que tiene alguien para hablar, desenvolverse, etcétera”.
À noite, ainda melhor. Fomos a Barolo Trattoria (Avenida Silva Jardim, 2487 - Batel).  Uma grande espera, o que é um marcador de bom restaurante. Pelo menos meia hora em pé até poder sentar para esperar a mesa. A espera valeu. A Conchiglia di gamberi a San Marino (massa recheada com camarão e queijo, molho com creme, queijo e camarão) e depois a paleta de cordeiro estavam EXCELENTES. Saí de lá sem lembrar que havia esperado tanto. Bem, a companhia (Samuel, João Santana e Savino) e o Luigi Bosca Reserva (Malbec) ajudaram a tornar tudo mais agradável.
Prometo que da próxima vez tentarei ver Curitiba.

sábado, 22 de maio de 2010

Restaurante do Museu do Carmo – Salvador

Com as reservas necessárias da confiança na minha memória, o Restaurante Conventual, no Convento do Carmo, é, atualmente, o de melhor ambientação formal na Bahia. Por ambientação formal (e para desambiguação) me refiro ao local da cidade (Centro Histórico de Salvador) e arrumação clássica (ou seja, pelos padrões da civilização européia) do local. Merecem um outro comentário as duas tragédias ocorridas na Bahia este ano: o encerramento do restaurante Trapiche Adelaide e a venda da Perini (“Triste Bahia, oh quão dessemelhante estás!”).

Aproveitando a visita ao Pelourinho, com a presença dos Zinkernagel, Rolf e Kathrin Katherine, fomos almoçar no Conventual. Mais uma tentativa sem pena nem glória. Era uma sexta-feira e dia de bacalhau. Eles desejavam um almoço leve e tínhamos pouco tempo para que restasse a oportunidade de passear um pouco pela área, pelo que escolhemos pratos rápidos de bacalhau.

O serviço demonstra grande cuidado com os clientes. Há esforço de capacitação, o que não é pouco nestas bandas, onde se espera que as pessoas adivinhem o que devem fazer. Há, também, medidas efetivas: as cortesias de espumante e azeitonas empanadas são uma expressão prática. Para descrever a sensação quanto aos pratos, surge a dificuldade. Maus? Não. Bons? Também não. Talvez o amigo Marcelo dissesse: honestos. Mas este seria o máximo que chegaria eu.

O que há de especial? O local. Confesso que para comer, prefiro outras opções.
Os preços? mais salgados que as azeitonas empanadas.
O acesso não é dos mais fáceis. Sempre vou pela Ladeira de Água Brusca. O endereço é Rua do Carmo, No. 1.

Paraíso Tropical – Salvador



Poderia até ser uma exaltação da soterópolis, denominando-a paradisíaca, mas não o é. Anteontem jantamos vários amigos no Restaurante Paraíso Tropical, de Beto Pimentel, por ocasião da visita do Prof. Rolf Zinkernagel e sua esposa Kathrin Katherine a Salvador.
A comida estava fantástica. Sempre é boa e parece que Beto caprichou ainda mais, sabendo que tinha um Prêmio Nobel no seu restaurante.
Várias "roscas", com uma preferência clara pela de jaboticaba, mas o professor RZ ficou, cautelosamente, numa cerveja.
As casquinhas de siri, deliciosas, ficaram até um pouco apagadas porque o siri mole à milanesa e a Salada Duca estavam ótimas.
Nos pratos, o Tropical Misto foi o meu preferido: uma grande variedade de frutas reduzidas em caldo de mariscos, para acompanhar o polvo, a lagosta, os camarões e o peixe. Tudo num prato de pedra quente. O Arroz de Nabucetê também fez um grande sucesso. O dandá de camarão, que estava muito bom, nem teve muita chance.
O que tem de diferente, além dos nomes? Tudo. Não é uma cozinha tradicional. Beto faz combinações novas e faz um uso pouco comum dos ingredientes. As fatias de coco para substituir o leite de coco e o coquinho do dendê adicionado ao prato, evitando o azeite de dendê, tornam os pratos bem mais leves e com um gosto mais suave.
Os preços dos pratos não são baratos, mas as porções são bem volumosas – servem no mínimo duas pessoas, três se alimentam bem.
O acesso não é muito fácil:
R. Edgar Loureiro 98 Resgate – Cabula; na Silveira Martins entrar na N. Sa. Do Resgate (A, no mapa abaixo) é a esquina da loja Insinuante e há uma sinaleira. Após isto dobrar na 2a à esquerda.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Avila, cocido e Aleti



Apesar do dia frio (3 graus C quando chegamos lá), a viagem a Avila foi ótima. O grupo ilustra bem a integração Espanha - Bahia. Manuel Soto e Laura - Espanha, Carol da Bahia acaba seu mestrado com Manuel, Daniel da Espanha está em pós-doutorado na Bahia, Aldina e BN da Bahia.
A cidade medieval amuralhada é muito bonita. Há inúmeras igrejas, mas a foto do grupo é na Plaza Mayor.
Depois da visita a Avila, fomos a La Colilla (5 km de Avila) para comer um cocido de toda la vida. O cocido começou com o caldo do cocido (vieram dois, com pão e com massa). Depois vieram o grão de bico (que estava excelente, com bastante gosto e no ponto certo) com as verduras. Após isto, chegaram as carnes. Uma imensidade de carnes, chorizos, morcillas. O difícil foi levantar da mesa.
No retorno para casa, encontramos as ruas perto do apartamento tomadas por torcedores do Aleti (assim é a pronuncia do Atlético de Madrid, pelo menos é como ouvimos). Tratava-se de nova comemoração pós-Copa da Europa. Os jogadores em ônibus aberto estavam fazendo o passeio pela cidade e logo chegariam à Praça Canovas de Castillo, onde fica a Fonte de Netuno, local da comemoração do Aleti. (O Madrid comemora na Plaza Cibeles, que é bem perto). 
Manuel Soto, como torcedor do Aleti, estava bastante contente em toda a viagem, mas nao usava nada com o vermelho e branco do time.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Livros em Madrid

Como não encontrei o novo livro de Suso na Mendez (e nem no Corte Inglês) andei procurando outras livrarias. Encontrei uma ótima:
Librería Antonio Machado, Calle Marques de Casa Riera, 2 (sai da Calle de Alcalá perto do Paseo del Prado).

Visualizar Calle del Marqués de Casa Riera, 2 em um mapa maior

Madrid: Amigos, livros e comida

Após trabalhar, fomos comprar alguns livros e CDs. Para CDs, El Corte Ingles da Puerta del Sol é uma boa alternativa, pois se encontra de tudo. Para livros, gosto da Librería Mendez (calle Mayor, 18). Desta vez, não tinha o livro novo de Suso de Toro (Siete Palabras).
Espero que os amigos espanhóis não leiam este post, mas hoje na hora do almoço tivemos saudade de uma pasta e fomos a um restaurante italiano. Entramos em um restaurante con buena pinta na Plaza Carmen, 4 (Garbo). Um pouco grande demais e bastante moderno, mas a comida foi bastante honesta. Entrada de pomodoro com provolone e depois um fusilli alla arabiatta.
À noite, fomos a um jantar na casa da mãe de Daniel. O seu pai cozinhou. Tudo estava excelente. Um jantar de reis. Começamos com jamón e lomo ibérico. e queijo de Casar. Todos ótimos. Passamos para salmão, tomates com ventresca e depois um robadallo. FANTÁSTICO. Para completar tomamos um vinho excelente (infelizmente não anotei o nome). Como se fosse pouco, passamos para um tábua de queijos, acompanhada por champanhe (não era cava, era a bebida francesa mesmo).
Daniel nos levou de volta ao apartamento e não pode chegar ate la pois todo a região do apartamento estava fechada devido à comemoração dos torcedores do Atletico de Madrid que havia ganho a Copa da Europa.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Toros sin pena ni gloria



Assim foi a corrida de ontem (11 de maio). Las Ventas estava bastante cheia e com muito ambiente. Mas não houve touros, foram seis bois e nenhum toro bravo, toro de lidia. Pior é que também não houve bons toureiros.
O El Pais de hoje é cruel:
Sobre os toros:
Sobran los detalles: animaluchos destartalados, amuermados, moribundos y sin gota alguna de sangre brava en las venas.
E sobre os toureiros:
que no se engañe Arturo Macías. Es torero muy limitado, no conoce la técnica y se coloca mal; torpe y con pocas ideas, estuvo a merced de sus dos toros y no dio un muletazo que mereciera la pena.
...
Y le acompañaban dos españoles, jóvenes ambos, pero con cara de jubilados los dos. Abellán y Jiménez, insulsos ambos, tristes, apenados, vulgares, insulsos. No hay nada peor que provocar indiferencia. Qué lastimosa actitud la suya...

As partes boas do dia ficaram antes de depois da tourada. Antes, uma boa caminhada até Las Ventas. Com um clima fresco e um dia claro. Aproveitar a beleza e animação da cidade, antes da corrida. 
Depois o jantar no El Rincon de Jaen (da calle Alcalá, muito perto da praça de touros). Junto com o Albarinho que pedimos, já vieram um camarões como tira-gosto. Depois seguimos com ensalada de ventresca (um peixe que lembra o atum) e recebemos uma cigalas de cortesia. Fechamos com jamon ibérico. Tudo muito bom.

Para registro:
Arturo Macías ha confirmado alternativa en Las Ventas en el 6ª festejo de San Isidro. El mexicano ha venido dispuesto a convencer en su presentación madrileña, a pesar de que sus oponentes no colaboraron. Jiménez y Abellán se fueron de vacío esta tarde, en la que se lidiaron cuatro toros de Martelilla, uno de Navalrosal y otro de Domínguez Camacho de poco juego.