sexta-feira, 28 de maio de 2010

Curitiba, muito boa comida

Vocês verão que não estive em Curitiba, apenas na FIOCRUZ e em restaurantes. Também, não podem exigir muito. Cheguei às 12’40 da quarta-feira e já saia do hotel de volta para o aeroporto às 06’30 da quinta-feira.
O motivo da visita foi a minha participação no III Simpósio Sul de Imunologia, uma grande iniciativa de jovens imunologistas da região. Além dos restaurantes, tive uma excelente visita à FIOCRUZ do Paraná (veja aqui).
Guiado por Samuel Goldenberg, estive em dois bons restaurantes. Almoçamos no Salero (Shopping Barigui, Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 - Park Gourmet). O bife de chorizo argentino estva muito bom e bem acompanhado pela salada salero (folhas, alcachofra, palmito, tomate-cereja e molho de mel e laranja). A carne veio como foi pedida e estava muito saborosa. Para quem, como eu, tiver curiosidade sobre a denominação do restaurante: salero, é o termo castelhano para saleiro, mas  também significa: “Gracia que tiene alguien para hablar, desenvolverse, etcétera”.
À noite, ainda melhor. Fomos a Barolo Trattoria (Avenida Silva Jardim, 2487 - Batel).  Uma grande espera, o que é um marcador de bom restaurante. Pelo menos meia hora em pé até poder sentar para esperar a mesa. A espera valeu. A Conchiglia di gamberi a San Marino (massa recheada com camarão e queijo, molho com creme, queijo e camarão) e depois a paleta de cordeiro estavam EXCELENTES. Saí de lá sem lembrar que havia esperado tanto. Bem, a companhia (Samuel, João Santana e Savino) e o Luigi Bosca Reserva (Malbec) ajudaram a tornar tudo mais agradável.
Prometo que da próxima vez tentarei ver Curitiba.

sábado, 22 de maio de 2010

Restaurante do Museu do Carmo – Salvador

Com as reservas necessárias da confiança na minha memória, o Restaurante Conventual, no Convento do Carmo, é, atualmente, o de melhor ambientação formal na Bahia. Por ambientação formal (e para desambiguação) me refiro ao local da cidade (Centro Histórico de Salvador) e arrumação clássica (ou seja, pelos padrões da civilização européia) do local. Merecem um outro comentário as duas tragédias ocorridas na Bahia este ano: o encerramento do restaurante Trapiche Adelaide e a venda da Perini (“Triste Bahia, oh quão dessemelhante estás!”).

Aproveitando a visita ao Pelourinho, com a presença dos Zinkernagel, Rolf e Kathrin Katherine, fomos almoçar no Conventual. Mais uma tentativa sem pena nem glória. Era uma sexta-feira e dia de bacalhau. Eles desejavam um almoço leve e tínhamos pouco tempo para que restasse a oportunidade de passear um pouco pela área, pelo que escolhemos pratos rápidos de bacalhau.

O serviço demonstra grande cuidado com os clientes. Há esforço de capacitação, o que não é pouco nestas bandas, onde se espera que as pessoas adivinhem o que devem fazer. Há, também, medidas efetivas: as cortesias de espumante e azeitonas empanadas são uma expressão prática. Para descrever a sensação quanto aos pratos, surge a dificuldade. Maus? Não. Bons? Também não. Talvez o amigo Marcelo dissesse: honestos. Mas este seria o máximo que chegaria eu.

O que há de especial? O local. Confesso que para comer, prefiro outras opções.
Os preços? mais salgados que as azeitonas empanadas.
O acesso não é dos mais fáceis. Sempre vou pela Ladeira de Água Brusca. O endereço é Rua do Carmo, No. 1.

Paraíso Tropical – Salvador



Poderia até ser uma exaltação da soterópolis, denominando-a paradisíaca, mas não o é. Anteontem jantamos vários amigos no Restaurante Paraíso Tropical, de Beto Pimentel, por ocasião da visita do Prof. Rolf Zinkernagel e sua esposa Kathrin Katherine a Salvador.
A comida estava fantástica. Sempre é boa e parece que Beto caprichou ainda mais, sabendo que tinha um Prêmio Nobel no seu restaurante.
Várias "roscas", com uma preferência clara pela de jaboticaba, mas o professor RZ ficou, cautelosamente, numa cerveja.
As casquinhas de siri, deliciosas, ficaram até um pouco apagadas porque o siri mole à milanesa e a Salada Duca estavam ótimas.
Nos pratos, o Tropical Misto foi o meu preferido: uma grande variedade de frutas reduzidas em caldo de mariscos, para acompanhar o polvo, a lagosta, os camarões e o peixe. Tudo num prato de pedra quente. O Arroz de Nabucetê também fez um grande sucesso. O dandá de camarão, que estava muito bom, nem teve muita chance.
O que tem de diferente, além dos nomes? Tudo. Não é uma cozinha tradicional. Beto faz combinações novas e faz um uso pouco comum dos ingredientes. As fatias de coco para substituir o leite de coco e o coquinho do dendê adicionado ao prato, evitando o azeite de dendê, tornam os pratos bem mais leves e com um gosto mais suave.
Os preços dos pratos não são baratos, mas as porções são bem volumosas – servem no mínimo duas pessoas, três se alimentam bem.
O acesso não é muito fácil:
R. Edgar Loureiro 98 Resgate – Cabula; na Silveira Martins entrar na N. Sa. Do Resgate (A, no mapa abaixo) é a esquina da loja Insinuante e há uma sinaleira. Após isto dobrar na 2a à esquerda.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Avila, cocido e Aleti



Apesar do dia frio (3 graus C quando chegamos lá), a viagem a Avila foi ótima. O grupo ilustra bem a integração Espanha - Bahia. Manuel Soto e Laura - Espanha, Carol da Bahia acaba seu mestrado com Manuel, Daniel da Espanha está em pós-doutorado na Bahia, Aldina e BN da Bahia.
A cidade medieval amuralhada é muito bonita. Há inúmeras igrejas, mas a foto do grupo é na Plaza Mayor.
Depois da visita a Avila, fomos a La Colilla (5 km de Avila) para comer um cocido de toda la vida. O cocido começou com o caldo do cocido (vieram dois, com pão e com massa). Depois vieram o grão de bico (que estava excelente, com bastante gosto e no ponto certo) com as verduras. Após isto, chegaram as carnes. Uma imensidade de carnes, chorizos, morcillas. O difícil foi levantar da mesa.
No retorno para casa, encontramos as ruas perto do apartamento tomadas por torcedores do Aleti (assim é a pronuncia do Atlético de Madrid, pelo menos é como ouvimos). Tratava-se de nova comemoração pós-Copa da Europa. Os jogadores em ônibus aberto estavam fazendo o passeio pela cidade e logo chegariam à Praça Canovas de Castillo, onde fica a Fonte de Netuno, local da comemoração do Aleti. (O Madrid comemora na Plaza Cibeles, que é bem perto). 
Manuel Soto, como torcedor do Aleti, estava bastante contente em toda a viagem, mas nao usava nada com o vermelho e branco do time.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Livros em Madrid

Como não encontrei o novo livro de Suso na Mendez (e nem no Corte Inglês) andei procurando outras livrarias. Encontrei uma ótima:
Librería Antonio Machado, Calle Marques de Casa Riera, 2 (sai da Calle de Alcalá perto do Paseo del Prado).

Visualizar Calle del Marqués de Casa Riera, 2 em um mapa maior

Madrid: Amigos, livros e comida

Após trabalhar, fomos comprar alguns livros e CDs. Para CDs, El Corte Ingles da Puerta del Sol é uma boa alternativa, pois se encontra de tudo. Para livros, gosto da Librería Mendez (calle Mayor, 18). Desta vez, não tinha o livro novo de Suso de Toro (Siete Palabras).
Espero que os amigos espanhóis não leiam este post, mas hoje na hora do almoço tivemos saudade de uma pasta e fomos a um restaurante italiano. Entramos em um restaurante con buena pinta na Plaza Carmen, 4 (Garbo). Um pouco grande demais e bastante moderno, mas a comida foi bastante honesta. Entrada de pomodoro com provolone e depois um fusilli alla arabiatta.
À noite, fomos a um jantar na casa da mãe de Daniel. O seu pai cozinhou. Tudo estava excelente. Um jantar de reis. Começamos com jamón e lomo ibérico. e queijo de Casar. Todos ótimos. Passamos para salmão, tomates com ventresca e depois um robadallo. FANTÁSTICO. Para completar tomamos um vinho excelente (infelizmente não anotei o nome). Como se fosse pouco, passamos para um tábua de queijos, acompanhada por champanhe (não era cava, era a bebida francesa mesmo).
Daniel nos levou de volta ao apartamento e não pode chegar ate la pois todo a região do apartamento estava fechada devido à comemoração dos torcedores do Atletico de Madrid que havia ganho a Copa da Europa.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Toros sin pena ni gloria



Assim foi a corrida de ontem (11 de maio). Las Ventas estava bastante cheia e com muito ambiente. Mas não houve touros, foram seis bois e nenhum toro bravo, toro de lidia. Pior é que também não houve bons toureiros.
O El Pais de hoje é cruel:
Sobre os toros:
Sobran los detalles: animaluchos destartalados, amuermados, moribundos y sin gota alguna de sangre brava en las venas.
E sobre os toureiros:
que no se engañe Arturo Macías. Es torero muy limitado, no conoce la técnica y se coloca mal; torpe y con pocas ideas, estuvo a merced de sus dos toros y no dio un muletazo que mereciera la pena.
...
Y le acompañaban dos españoles, jóvenes ambos, pero con cara de jubilados los dos. Abellán y Jiménez, insulsos ambos, tristes, apenados, vulgares, insulsos. No hay nada peor que provocar indiferencia. Qué lastimosa actitud la suya...

As partes boas do dia ficaram antes de depois da tourada. Antes, uma boa caminhada até Las Ventas. Com um clima fresco e um dia claro. Aproveitar a beleza e animação da cidade, antes da corrida. 
Depois o jantar no El Rincon de Jaen (da calle Alcalá, muito perto da praça de touros). Junto com o Albarinho que pedimos, já vieram um camarões como tira-gosto. Depois seguimos com ensalada de ventresca (um peixe que lembra o atum) e recebemos uma cigalas de cortesia. Fechamos com jamon ibérico. Tudo muito bom.

Para registro:
Arturo Macías ha confirmado alternativa en Las Ventas en el 6ª festejo de San Isidro. El mexicano ha venido dispuesto a convencer en su presentación madrileña, a pesar de que sus oponentes no colaboraron. Jiménez y Abellán se fueron de vacío esta tarde, en la que se lidiaron cuatro toros de Martelilla, uno de Navalrosal y otro de Domínguez Camacho de poco juego.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Madrid Trabajo y Tapeo

10 de maio - Trabalho. Planejamento de projeto com Manuel e Daniel. Depois do dia de trabalho, fomos com eles para uma atividade bem madrilenha: tapeo.
Comecamos em La Dolores comendo balenas (pepino em conserva servindo de sanduiche para anchova e tomate), depois Papas Bravas, Mercado de San Miguel, El Lacon (com callos com garbanzos). Tudo regado a vinho tinto ou cerveja.
Abaixo foto do Mercado de San Miguel

 Ilustracao.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Madrid 09 de maio


O Jardim Botânico de Madrid não é, seguramente, dos melhores do mundo. Vale a pena uma visita (a 2,5 euros) num dia de tempo bom, pois o passeio é agradável e sua localização muito boa (ao lado do Museu do Prado). As fotos do post são do Jardim.
Fomos a Las Ventas (a praca de touros de Madrid) pela primeira vez nesta viagem. Havia muito ambiente, com muito público. As entradas, que nos brindou Daniel, eram excelentes. Um tendido alto 8, fila 16. O dia não estava ensolarado, pelo contrario e assim, neste tendido de sol y sombra, fazia até um certo frio. Sorte que a chuva de mais cedo havia passado. O 8 é o burladero de toreros, assim que grande parte da atividade de uma tourada ocorre aí, inclusive boa parte da faena de muleta e muitas vezes a suerte suprema.
Vejam o que diz o El Pais hoje sobre a corrida de ontem:
La tarde, emocionantísima, se tiñó de sangre al final. Joselillo se las veía con un auténtico marrajo que le buscó las vueltas en los primeros envites, hasta que lo enganchó cuando lo citó con la mano izquierda. La voltereta, larga y espeluznante. Una vez en el suelo, volvió a empitonarlo, y el torero quedó desmadejado en la arena. Quizá, fue la guinda de la corrida total: toreros de verdad, toros complicadísimos y uno, el cuarto, de bandera; un subalterno de lujo, Juan Navazo, que se jugó literalmente la vida en el par de banderillas más emocionante de años, y un triunfador: Rafaelillo.
Depois da corrida de touros, fomos jantar. Tínhamos várias indicações para o restaurante La Finca de Susana (calle Arlaban 6, uma pequena rua que sai da Calle Sevilla no Hotel Quo). Comemos bem. Entradas de croquetas (de queso y de pollo) e depois Magret de pato e Pato confitado con ciruelas com couscous. Acompanhamos com um Matarromera crianza – muito bom. O serviço não é nada recomendável. Não somente pouco simpáticos, mas apressados e sem dar informação suficiente. Não sei porque todo o serviço é feito por orientais, com pouco domínio do castelhano, pois o restaurante não é de cozinha oriental. Vale a pena uma ida no almoço, sem grande pretensões, pois a comida é barata e o preço é bom.

domingo, 9 de maio de 2010

Comida de Bierzo


Embora o blog não queira ser um diário de viagem, a tentação é grande. Continua friozinho. Aqui está frio desde que chegamos. Nunca vi Madrid tao frio em maio. Estamos com temperatura entre 8 e 16oC. O supermercado Vecino (Pz Matute 11) tem todas as coisas necessárias para um apartamento alugado. Não sei comparar o preço com o de outros locais, mas fica muito pratico por ser perto. A qualidade dos artigos é OK, não chega a um El Corte inglês, mas é mais perto para carregar. Se imaginou que o Vecino é de orientais, acertou em cheio.
A nossa descoberta de hoje: o restaurante Prada a tope (calle Principe, 11) perto da Plaza Santana. É sempre um prazer encontrar um bom restaurante de forma independente. Se está em algum guia não vimos. Passamos pela porta à procura de outro restaurante e nos agradou. Muitos espanhóis, as mesas todas cheias. Um pouco barulhento, mas um ótimo ambiente. Tivemos que esperar cerca de 30 minutos.
Tomamos um caldo berciano uma empanada de caca belosss de entrada e depois atun com mermelada de pimientos. O caldo estava muito bom, um caldo com couve e batatas e temperado com pequenos pedaços de linguiça muito saborosa. A empanada de cacabelos estava ótima. Não conseguimos identificar o que sejam cacabelos. Já de volta ao apartamento, descobrimos que Cacabelos é um município da comarca de Bierzo. O atum estava perfeito, selado levemente com sal gorda e mal passado. Os pimientos são uma especialidade berciana e a mermelada de pimientos dá um toque especial adocicado no prato. O vinho, um mencia crianza, também estava ótimo. Como vocês podem imaginar o mencías é local: “sus vinos de la variedad mencía bajo la Denominación de Origen Bierzo” .
Para completar o Real Madrid ontem deu uma goleada (5 a 1 no Atlético de Bilbao, fomos a um bar ver com os locais). Pena que o Barcelona tb ganhou e está a um passo de conquistar a liga.
Ou seja, comida de Bierzo nao é comida de berco.

Madrid 07 de maio

Plasencia a Madrid foi uma viagem tranquila. Na saída de Plasencia havia várias obras em rotundas, com interrupção de transito, o que deixou Glória meio desorientada. No restante tudo tranquilo. Deixamos Gloria e Octavio na Hertz de Atocha e fomos para o apartamento alugado.
Talvez o melhor apartamento que alugamos (via rent4days) em Madrid. Em pleno Bairro de las Letras (calle Jesus 5). Ótima localização, prédio bem mantido. O apartamento é cuidado pela própria dona que vive no mesmo edifício. De negativo apenas a falta de maquina de lavar loiça. A proprietária dá um pequeno mapa da zona com indicações de restaurantes, mercado etc.
Fomos fazer um pequeno lanche no meu bar predileto na zona – Neila (calle Sta Maria, 41) Um pequeno bar frequentado por locais, sempre cheio – o que é uma boa indicação. Unas copitas de Ribera, pincho de tortilla y calamares. Nada malo.
Embora tenha ficado no bairro ou perto nos últimos anos, ainda não tinha descoberto o mercado de Anton Martin (fica na calle de Atocha, defronte do metro Anton Martin). Um verdadeiro mercado, onde compramos frutas, aspargos e outras verduras de boa qualidade, gambas e até um vinho branco. O que comemos à noite.

sábado, 8 de maio de 2010

Queijos da Serra de Gata

Em Plasencia a nossa tábua de queijos indicava serem queijos da Extremadura. Isto já poderia constituir um espanto para nós. A Espanha toda tem uma superfície menor que a Bahia a Extremadura é uma comunidade pequena (cerca de 8% da área da Espanha) e tem um numero de queijos capaz de fazer uma tabua. O espanto foi maior quando o garcon falou que todos os quatro tipos de queijo eram da Serra de Gata. Já tínhamos visto algo semelhante nas Astúrias, na região de Cabrales, onde se produz o queijo do mesmo nome e bastante famoso, há uma grande variedade de queijos.
Os queijos da Serra de Gata que provamos, todos de cabra, não tem, ao nosso paladar, uma característica muito especial, porem são muito bons. O que faz com que regiões tao pequenas tenham tantas variedades de queijo e o Brasil, com uma variedade de clima tao grande, tenha muito poucas variedades típicas(q).

Plasencia, Extremadura


Depois de Sevilha fomos até Plasencia. Não foi uma escolha muito erudita, apenas não gostaria de dirigir no mesmo dia de Sevilha até Madrid. Foi uma boa escolha, uma cidade muito antiga. Criada por Alfonso VIII no século XII. Também sem saber as razoes históricas do nome, ficamos no hotel Alfonso VIII. Muito bom, porém algo pretensioso para o que oferece. Como não tem estacionamento, se estiver de carro, saiba que o estacionamento mais próximo custa 14 euros por 24 horas.
Placensia tem um centro histórico com muralhas medievais e várias construções MUITO antigas. Provavelmente tem mais igrejas por habitante que Salvador (esta relação com Salvador, foi só para emular Davizinho com Mutá).
Passeamos pela cidade e depois jantamos muito bem no Mezón Chamizo (Plaza de Ansano 1). Iniciamos com um sortido de queijos extremenos, já com um vinho Habla No. 4 (um Syrah extremeno de muita qualidade). A paletilla de cabrito estava excepcional e, para fechar, um excelente brandy Cardenal Mendonza.
Placensia existe e tem um nome muito adequado. Segundo a Wikipedia - “O nome da cidade provém do lema que lhe foi dado pelo seu fundador, Afonso VIII de Castela e que consta do brasão"Ut placeat Deo et hominibus" — "Para que agrade (em espanhol: plazca) a Deus e aos homens".“ 

PS. A casa ofereceu um licor de Belota que lembra o Frangelico. Decente, para quem gosta de bebidas doces. 

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Jerez de la Frontera


A cidade é atraente, com charme próprio. Não manteve uma homogeneidade de arquitetura, o que diminui um pouco sua beleza, contudo se percebe uma “vida” própria muito interessante.
Jantamos no restaurante “Mesa Redonda”, seguindo várias indicações. Fica na calle Manuel de Quintana, 3, mas não há uma indicação na frente do prédio. Precisa chamar numa campainha para abrirem a porta. O ambiente é bem interessante, apenas 10 mesas bem postas com arrumação à francesa. O ambiente é interessante com serviço feito por duas tiazinhas com ares de bruxas, sem que tenham intenção de se-lo. Falam meio sussurantemente e ficam observando os clientes de longe sem nunca parar de conversar entre elas. A comida foi muito decente, mas não excepcional. Comemos aspargos com langostinos de entrada e depois Lomos de Lubina com ragout de langostinos e Rape sobre pimientos asados. O vinho albarinho (Lagar de Cervera) estava ótimo.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sevilla

 Após uma viagem curta e tranquila de Jerez a Sevilla, nos instalamos no Novotel, perto da praca Nervion e vizinho do Sanchez Pizjuan. Sevilla é das cidades que dá vontade de passear sem rumo certo. Todo o centro é muito bonito e há muito que ver. Como já estivemos aqui antes, mais de uma vez, não tinhamos um objetivo especifico para visitar.
O passeio ficou ainda melhor com a companhia de Luciana. Ela mora em Sevilla há já bastante tempo, fazendo seu doutorado em direito penal, e dedicou o dia passear conosco. Excelente companhia e possibilidade de ver áreas da cidade não invadidas (demais) por turistas (não é o caso da foto acima que foi tirada numa das áreas internacionais). Entre os vários passeios, um parada num barzinho em Triana à beira do rio, um docinhos na hora da “merienda” e jantar na área das colunas de Hercules.
Outra coisa boa que aconteceu nesta visita à Sevilla. Pegamos uma baixa na temperatura local. Excelente para passear e ainda poder tomar um vinhozinho (é sempre bom escapar da cerveja).

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Feria del Caballo de Jerez

A Feria é uma grande festa na cidade. Um “carnaval” de uma semana. Por outro lado, algumas caracteristicas não são de carnaval e, em alguns aspectos, se parece com uma festa de largo.
No que parece muito distinto das nossas festas, a predominância das musicas e trajes tradicionais. Contudo, há evidência que a tradição não resistirá muito: os jovens não usam os trajes tradicionais nem dançam sevillanas. Eles se concentram em casetas com musica techno. Mais ainda, só mulheres já mais velhas tocam castanholas. Mesmo as mulheres de 50-60 anos já não as tocam com naturalidade.

Dancando sevillanas en Jerez

terça-feira, 4 de maio de 2010

03 e 04 de maio – Jerez de la Frontera

Chegamos a talvez o principal motivo desta viagem ocorrer nesta época, a Fiesta del Caballo de Jerez de la Frontera. (Hay que decirlo de la Frontera. Há pelo menos mais dois Jerezes na Espanha: Jerez de los Caballeros e Jerez del Marquesado. Não me enganei, a Feria del Caballo é em Jerez de la Frontera e não em Jerez de los Caballeros. Não tenho culpa por isto. Estivemos no último dia de feria em 2008 aqui em Jerez. Íamos para Cadiz e na parada para almoço em Jerez “descobrimos” uma das festas mais importantes da Andaluzia. Estávamos com Marina e Marildinha e nos divertimos bastante.
Desfile de cavalos de grande qualidade. Jinetes em todo lado, homens e mulheres e de todas as idades. Cavalos elegantes e muito enfeitados. As mulheres, cerca de 80%, vestidas à sevillana. Cada caseta com um palco, algumas com música ao vivo. Tivemos uma apresentação de flamenco de muito boa qualidade. Aldina ensaiou uma sevillanas (veja foto no blog) com uma espanhola que estimulava as estrangeiras a dançar Uma alemã que estava perto não se arriscou.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dia 02 de maio. Puerto de Santa Maria


Depois de dormir muito mais que razoável, acordamos apressados para ir até El Puerto de Sta Maria (A portuguesinha não reconheceu quando escrevi sem o El antes de Puerto). Uma viagem tranquila. O mar de motoqueiros que encontramos estava no sentido contrario. Era o final de semana do GP de motociclismo de moto em Jerez. Ouvimos que havia 200.000 motoqueiros na região Ao chegar no Puerto havia motos ate penduradas nas palmeiras. Nos alojamos no Hotel Bodega Real (calle Albareda, 4). Uma nota a mais para o Sr. Arturo Camacho (Jefe de recepción) muito simpático e atencioso. Um hotel verdadeiramente real e como a reserva e pagamento foram feitos em janeiro via Rumbo, nem lembramos quanto pagamos. O que nos fez aproveitar ainda mais.

Almoço leve de pequenas porcões de comidas locais: Berza – um guisado com grão de bico ”A berza gitana contém garbanzos e todos seus "avíos", isto é, derivados do porco (morcilla, chorizo, presunto ou papada) que lhe outorgam parte de sua peculiar sabor e consistência.”, e huevas aliñadas. Cidade antiga e com muitas construções interessantes. Andada boa ate a Pz de Toros e volta a pé. Praça antiga e com charme. São 59 portas entrada. Creio ser a de maior numero de portas que já vi. 

Apesar da temperatura estar boa (cerca de 23 C), acabamos cansando um pouco. Após um descanso no excelente , fomos para um jantar. Alta qualidade o Restaurante Los Portales (Ribera del Marisco, 7). Pedimos calamares fritos de entrada. Como não os havia mais, nos ofereceram puntitas. Foi até melhor porque conhecemos algo diferente – parecem umas micro lulas. Depois para variar, cochinillo, acompanhado de um Badaceli Priorato. MUITO BOM! Para fechar, um Conde Osborne Cristal. Só faltou um puro, preferi não desafiar a tosse que anda querendo atacar.

No dia 03, ainda em El Puerto, fomo visitar a Bodega Terry. Vale a pena ver, embora baste uma na vida. Melhor é mesmo tomar os finos, amontillados e olorosos. Preferimos até os brandy. Depois, uma viagem de 15 minutos até Jerez (se é que se pode chamar isto  de viagem...).

Dia Primeiro de Maio - Ronda

Uma viagem tranquila de Mérida a Ronda. Comemos numa paradinha no meio do nada. Comida caseira muito boa, já na Andaluzia.
Há muito tempo gostaria de ter vindo a Ronda. Uma das praças de touros mais antigas da Espanha, talvez a mais antiga. Chegamos facilmente ao Hotel, com a ajuda de Gloria. O Hotel San Cayetano (calle Sevilla 16) compete com a TAM em economia de espaço, mas no restante é bom e com pessoal bem simpático. Ademais nos indicaram o excelente restaurante Casa Ortega (Pz del Socorro, 17) onde tivemos um excelente jantar. A paleta de cordeiro estava excelente e o vinho também muito bom. Depois um 1895 Solera Gran Reserva, excelente!
A cidade é muito interessante, antiga e como se situa sobre um penhasco bastante alto tem vista excelente para o vale e para as outras faces do desfiladeiro. O pessoal é simpático.

De 29 a 30 de abril: Madrid a Merida

De 29 a 30 de abril.
Agradeço à TAM cuidar tanto da minha silhueta. O espaço entre as poltronas é tão pequeno que não posso nem pensar em engordar na viagem. Já tentando me mostrar como devo fazer, a TAM serviu uma pasta de pessima aparência. A cara era tão feia que não toquei em nada na bandeja do jantar. Poucas vezes alguém foi tão eficiente em me deixar sem comer.
Dia 30 de abril
Chegamos a Madrid e, após um café, a dificuldade de sempre em telefonar para o Brasil, apesar de termos investido 12 euros num cartão telefônico. Desistimos.
Pegamos o carro alugado. Sorte, recebemos um Octavia, da Skoda, com apenas 30 km. Novinho. Veio também a nossa amiga portuguesa Gloria Pires da Silva (GPS) que conhece todas as estradas e ruas da Espanha. Temos, pois, dois amigos na estrada o Otávio e a Gloria (sendo um carro o nome Octavia não combina, e mesmo denominado GPS a voz é de portuguesa). Boa surpresa, estamos a entender o luso que nos fala o GPS e a ajuda é fantástica. Avisa com antecedência onde devemos nos posicionar para as mudanças de direção. Partimos imediatamente, pois os planos são de uma semana na Andaluzia e uma semana em Madrid.
Tínhamos hotel reservado em Mérida e o roteiro do Guia Repsol Madrid-Mérida impresso. Na verdade temos roteiros impressos de todo o trajeto, mas estão quase sem uso devido 'a facilidade do GPS. Após procurar e perguntar pelo hotel que ninguém parecia conhecer, descobri ter haver feito uma reserva para o dia 30 de abril na Mérida do México, o que não ajudava muito para o alojamento na Espanha. Fomos ao centro da cidade, que isto sempre se consegue, e seguindo uma placa para a oficina de turismo, deparamos com o hotel onde ficamos. Hotel Rambla Emerita (calle Rambla Martir Santa Eulalia, 17). Honesto ao cobrar 53 euros pela noite.
A cidade é interessante, mas o que chama a atenção são as ruínas romanas. Impressionante o teatro, mas algumas ruínas, como o templo de Diana, tem um restauro estranho. Esquecemos o aparelhinho para passar as fotos da câmara para o computador. Quando conseguirmos, colocaremos algumas fotos.
Fomos em busca de uma internet a preços razoáveis, pois o hotel era barato em alojamento mas muito caro em internet. Na Biblioteca Publica na Calle de John Lennon havia internet grátis por 30 minutos. Mensagens para o Brasil. As mais de 6 horas de diferença horaria entre Espanha e México permitiram que cancelássemos a reserva a tempo. Depois de andar um pouco, comer uns tapas da culinaria local, o sono nos pegou. Noite no voo e dia no carro foram demais para nossa resistencia.